Corintiano, candidato à presidência do Guarani apanha da torcida
Horley Senna, que não tem um histórico favorável, é tido como um traíra pelos bugrinos
O carnaval não começou bem para Horley Senna, atual vice-presidente do Guarani e candidato à presidência pela oposição na eleição marcada para o próximo dia 25. Senna e seu filho levaram uma surra da Fúria Independente, principal torcida uniformizada
Campinas, SP, 01 (AFI) – O carnaval não começou bem para Horley Senna, atual vice-presidente do Guarani e candidato à presidência pela oposição na eleição marcada para o próximo dia 25. Senna e seu filho levaram uma surra da Fúria Independente, principal torcida uniformizada do Bugre. A agressão aconteceu na última sexta-feira, durante a Noite do Verde e Branco, primeiro baile do Carnaval bugrino. O oposicionista deixou o local ensanguentado e bastante machucado.

É de conhecimento dentro do clube que Senna não é torcedor do Guarani, mas torcedor do Corinthians. O filho dele teria se declarado são-paulino, fato que causou revolta e a ira da torcida bugrina. O mais curioso, no entanto, é que recentemente Senna declarou ter o apoio da Fúria Independente para a eleição, na qual terá o atual presidente Álvaro Negrão como adversário. A pancadaria da última sexta-feira não deixa dúvidas de que este apoio não existe, sendo mais uma das invenções de Horley Senna.
O histórico de Senna é bastante conturbado dentro do Guarani. No ano passado, o então técnico bugrino Tarcísio Pugliese acusou o dirigente e o também vice Palmeron Mendes de tumultuarem o ambiente para que o time não conseguisse o acesso no Campeonato Brasileiro da Série C e a dupla pudesse tirar proveito político da situação. Assim como Senna, o vice-administrativo Palmeron sequer é bugrino, e torce para o Cruzeiro. Mesmo sendo integrantes da diretoria bugrina, os dois traíram a administração e trabalham pelo fracasso do Guarani.
A vida pessoal do candidato à presidência pela oposição também é obscura. Advogado pouco conhecido no mundo jurídico, Senna é assessor do vereador Cid Ferreira (SDD), assim como Palmeron. O parlamentar, por sua vez, é lembrado por ter apoiado a ditadura durante os “anos de chumbo”, e participou das piores administrações do Guarani. Em 2010 o próprio Horley Senna foi candidato à presidente do Guarani contra Leonel Martins de Oliveira, e passou vergonha, Nem a totalidade dos membros de sua chapa votaram a seu favor.
A eleição do Guarani acontece no dia 25 de março, às 19h30, na sede do clube. Cerca de 600 associados estão aptos a votar. Na próxima quarta-feira, será o último dia para registro das chapas concorrentes ao pleito e neste mesmo dia será formada a comissão eleitoral através de reunião do Conselho Deliberativo.
Dentro de campo, o Guarani tem um compromisso importante neste sábado, quando enfrenta o União Barbarense, às 16 horas, em Santa Bárbara d’Oeste. O Bugre ocupa a sétima colocação, com 16 pontos, e precisa da vitória para não se afastar do grupo que garante o acesso à elite paulista.





































































































































