Blog do Ari: Juizão dá uma mão pra Ponte na vitória sobre o Oeste

Time pontepretano voltou a jogar mal neste sábado

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É praxe análise de futebol conforme o gosto da freguesia, no caso os torcedores. Se o time ganha os defeitos são minimizados; se perde são escancarados.

Discordo desta incorreta cultura no futebol. Time que ganha sem convencer, com defeitos em seus compartimentos, tem sim que ser criticado mesmo na vitória, como ocorreu com a Ponte Preta diante do Oeste por 2 a 1, na noite deste sábado em Campinas.

É voz corrente que a arbitragem de Marcelo Pietro ‘roubou’ literalmente a cena. Ele ficou totalmente perdido no segundo tempo e fez besteira.

Convenhamos, todavia, que o maior prejudicado neste ‘enredo’ foi o Oeste. O juizão deixou de marcar um pênalti claro contra a Ponte naquele período. Na disputa de bola pelo alto, no interior da área pontepretana, o volante Fernando Bob colocou claramente a mão na bola.

O juizão até chegou a marcar o pênalti, mas, incontinenti, por motivos inexplicáveis, recuou. E isso revoltou o pessoal de Itápolis.

É justo que se diga que ele acertou ao assinalar o pênalti favorável à Ponte Preta, convertido pelo atacante Alemão. Ingenuamente um defensor do Oeste subiu com o braço aberto dentro da área e, involuntariamente ou não, ‘carregou’ a bola e o lance de pênalti teria que ser marcado.

Acontece que estes lances capitais geraram incerteza e pane na cabeça do apitador, que passou a errar sucessivamente.

A distância depreende-se que a expulsão do zagueiro César, da Ponte, foi infantil. Provocou um cartão bobo por injustificável reclamação e depois cometeu ato indisciplinar. Logo, deveria ser duramente repreendido pelo Departamento de Futebol do clube. Será que o supervisor Marcus Vinícius adotará postula de repreendê-lo?

SILVINHO

Outro erro feio do juizão foi quando expulsou os jogadores Silvinho da Ponte e Artur do Oeste, em lance que caberia cartão amarelo para ambos.

Silvinho se irritou com o adversário, ousou encará-lo, e aí simulou ter sido vítima de cabeçada, rolando no gramado.

No abuso de erros, o árbitro Pietro recuou corretamente após expulsar Mauro Viana, jogador do Oeste em lance de falta. Ao mostra-lhe inicialmente o cartão amarelo projetou que já havia aplicado a mesma advertência e cometeu o erro.

Por sorte, ao ser comunicado do equívoco, teve coerência ao recuar.

Perceberam como o pobre futebol da Ponte permitiu que se as atenções convergissem à arbitragem da partida?

ESBARRAR NA MARCAÇÃO

E por que a Ponte não foi bem novamente? Porque o meia Adrianinho, quando vigiado de perto, desaparece em campo; quando o lateral-esquerdo Magal se manda ao ataque não tem capacidade para dar continuidade às jogadas; e na outra lateral, Ferrugem, bem marcado, não conseguiu mostrar a desenvoltura de outras partidas.

Assim, os raros lampejos da Ponte foram com tentativa de organização do volante Fernando Bob, movimentação do atacante Alemão e a correria de Ademir.

Ficou evidente que a suspensão de Silvinho – embora incorreta – pode até ajudar o treinador Osvaldo Alvarez a mudar a conceituação tática da equipe, e assim ganhar vitalidade no meio de campo.

É chance de o treinador sacá-lo de vez do time e trabalhar a efetivação do meio-campista Bida.

Há tempo de sobra durante este período de Carnaval para se dissecar sobre o momento da Ponte Preta e conjeturar proposta alternativa de se relegar o Paulistão e se preocupar com início da montagem do time para o Campeonato Brasileiro da Série B.

OESTE

Sobre o Oeste, foi penalizado pela arbitragem e pecados defensivos cruciais.

Até após empatar a partida, o Oeste jamais abandonou a proposta de buscar o gol, mas se esbarrou em duas boas defesas do goleiro pontepretano Roberto.

Além disso, a trave salvou a Ponte em um lance e o zagueiro Diego Sacoman travou finalização com chance de gol do Oeste no segundo tempo.