Blog do Ari: Relação jogador-treinador deveria ser estritamente profissional
Há casos em que o comandante fica refém do grupo
Às véspera de Copa do Mundo no Brasil, quando se fala em família Scolari e grupo fechado de jogadores, eis a questão: treinador de futebol terá que se preocupar eternamente com harmonia do grupo? Por que a função tem que ser gerenciada politicamente para se evitar conflitos internos, vaidade, ciumeira, igrejinha, etc, etc.
Pra romper de vez esta tola cultura do futebol e transformar a relação de trabalho do atleta com o comandante estritamente profissional, o primeiro passo é postura firme das respectivas direções de futebol em relação ao atleta recém chegado. Vale aí uma cartilha resguardando o clube de condutas inapropriadas do contratado.
Já não tem cabimento posições de que o grupo de jogadores corre pelo técnico. O atleta tem que obrigatoriamente correr pelo clube que paga o seu salário. Precisa ser sistematicamente cobrado em relação ao seu potencial.
A relação treinador-jogador deve ser franca e bem explicada. Hoje, com assessorias de imprensa de clubes dispondo de edições de imagens, fica reforçada a argumentação de rendimento de cada atleta.
Brigar com imagem não dá e aí basta o comandante mostrar claramente o decréscimo de rendimento do jogador para sacá-lo do time. Tudo isso na base do olho no olho, com transparência absoluta.
NEGÓCIO
O futebol se transformou num negócio em seus setores administrativos, mas infelizmente do vestiário para o gramado tudo continua como dantes no quartel de Abrantes.
É um tal de treinador ficar implicitamente refém do grupo de jogadores que até irrita. E em muitos casos aqueles comandantes que não rezarem a cartilha do grupo dança.
Eu vi boleiro derrubar treinador, exigir escalação, simular contusão, defender companheiro contra o comandante, e por aí vai. Ninguém me contou. Eu vi.
Só que no atual estágio de futebol-negócio este conceito de ‘grupo fechado’ é balela.
Jogador não precisa de relacionamento amigável com o companheiro, freqüentar a casa dele e nem cumprimentá-lo com bom dia e boa tarde.
O atleta precisa se conscientizar que num regime estritamente profissional é imprescindível extrema aplicação no trabalho, vida regrada fora dele, e mostrar o melhor rendimento possível em campo. É só isso.





































































































































