Temendo mais punições ao Mogi Mirim, Rivaldo lamenta racismo

Rivaldo também confirmou que o clube tentará identificar os responsáveis pelo ato

O presidente do Mogi Mirim, Rivaldo, lamentou o caso de racismo ocorrido contra o volante Arouca, do Santos, no final da partida entre as duas equipes, realizada no Estádio Romildo Ferreira, na noite desta quinta-feira, pelo Campeonato Paulista.

0002048165483 img

Mogi Mirim, SP, 07 (AFI) – O presidente do Mogi Mirim, Rivaldo, lamentou o caso de racismo ocorrido contra o volante Arouca, do Santos, no final da partida entre as duas equipes, realizada no Estádio Romildo Ferreira, na noite desta quinta-feira, pelo Campeonato Paulista. O ex-jogador da Seleção Brasileira, porém, defendeu que seu clube, que está afundado na crise e corre sérios riscos de rebaixamento, não deve ser punido ao alegar que não pode fazer nada para “controlar a boca dos torcedores”.

0002048165483 img

Por meio de sua página em uma rede social, Rivaldo também confirmou que o clube tentará identificar os responsáveis por chamar o atleta santista de “macaco” na saída do gramado, logo após o confronto, que terminou com vitória do Santos por 5 a 2.

“Eu, como presidente do Mogi Mirim, lamento caso houve algum ato de racismo com o jogador Arouca do Santos, sou contra esta atitude de pessoas que não respeitam o próximo. Somos todos iguais”, escreveu Rivaldo, para em seguida prometer: “Nós vamos buscar nos monitores do estádio e em filmagens para ver se houve (racismo) e, caso positivo, punir os mesmos”.

Temor de rebaixamento
E, ao defender que o Mogi Mirim não deve ser penalizado e sim apenas os torcedores que cometeram racismo, o dirigente ainda enumerou possíveis infrações que ele reputa como susceptíveis a punições a serem aplicadas a um time.

“Eu só não concordo em punição para o clube, não podemos controlar a boca dos torcedores. O clube é responsável caso tenha briga, invasão de campo ou objetos jogados em campo. Ontem, por exemplo, liberamos mais um parte da arquibancada para os torcedores do Santos para evitar qualquer problema. Mas entrego esta situação nas mãos de Deus”, encerrou Rivaldo.

Este é o segundo caso de racismo que ocorre no futebol brasileiro apenas nesta semana. No Rio Grande do Sul, o árbitro Márcio Chagas da Silva, que é negro, teve seu carro depredado e bananas foram jogadas em seu veículo depois do jogo entre Esportivo e Veranópolis, realizado quarta-feira à noite, no Estádio Montanha dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, pelo Campeonato Gaúcho.

Punição à vista?
Por conta do grande número de casos de racismo, já há quem cogite uma punição mais severa aos clubes como forma de coibir os torcedores, como perda de ponto. Uma punição a esta altura, praticamente sacramentaria a queda do Sapão, que faz uma campanha pífia, por conta da administração de Rivaldo. O time tem 12 pontos, apenas dois à frente do Linense, primeiro na degola.