Ex-motorista deve ser o gestor do futebol se oposição ganhar no Guarani
Eleições no Guarani acontecem no próximo dia 25 de março
Campinas, SP, 20 (AFI) – A eleição do Guarani pode trazer velhas figuras de volta ao estádio Brinco de Ouro da Princesa dependendo do resultado das urnas. Além de ter no comando o vereador Cid Ferreira, ex-vice de José Luiz Lourencetti, a chapa de oposição intitulada “Mude Já”, terá como homem forte do futebol Nenê Brito, ex-motorista do Guarani nos anos 90 e que até já processou o clube. Atualmente trabalhando como agente de atletas e ligado ao empresário Roberto Grazianno, do Relógios Magnum, Nenê Brito será o gestor de futebol bugrino caso o corintiano Horley Senna vença as eleições marcadas para a próxima terça-feira, dia 25.
Nenê Brito será colocado na gestão do futebol pelos Relógios Magnum, através de Grazianno. O empresário está por trás da chapa de oposição e tem o interesse em ficar com o patrimônio imobiliário do Guarani. No ano passado, o proprietário da Magnum já tentou assumir o comando de futebol do Bugre por intermédio de Senna, mas a manobra foi brecada pela diretoria.

Não por coincidência, Horley Senna já se manifestou favorável a terceirizar o comando de futebol do Bugre, deixando na mão de empresários interessados somente com o lucro em detrimento ao resultado dentro das quatro linhas e a reestruturação das finanças do clube. A atitude pode por em xeque a recuperação financeira do Guarani iniciada por Álvaro Negrão há pouco mais de um ano.
Derrota na Justiça
Nenê Brito acumula um histórico nada positivo na Justiça. Ele foi condenado em processo movido por Ailton Queixada, ex-atacante do Guarani nos anos 90 e ídolo no futebol alemão, onde defendeu Werder Bremen, Schalke 04 e Duisburg, além de outros clubes menores no futebol europeu. O ex-jogador acusou o agente de ter se apropriado de seus bens enquanto atuava no futebol do exterior e dilapidado seu patrimônio.
“A ação se revela notoriamente procedente. (…) Tem o autor o inequívoco direito de saber com detalhes quais foram as operações efetivamente realizadas, e quais os resultados delas decorrentes. De acordo com a situação posta nos autos, o que existe é apenas uma grande confusão, já que não se sabe quais os efetivos valores dos supostos créditos ou débitos, qual as suas verdadeiras origens e, por derradeiro, se ainda resta eventualmente pendente algum saldo credor ou devedor”, escreveu no despacho da ação o juiz Brasílio Penteado Castro Júnior. Nenê Brito recorreu da decisão, mas perdeu também em segunda instância.
Os sócios do Guarani definem os conselhos de Administração, Deliberativo e Fiscal na próxima terça-feira, dia 25. O candidato à presidência da situação é o atual mandatário do Bugre, Álvaro Negrão, no cargo desde o início do ano passado. Cerca de 600 associados estão aptos a votar.





































































































































