Blog do Ari: Belini, zagueiro que ‘zagueirava’ no São Paulo, na década de 60
Foi uma época que havia alambrado no Estádio Brinco de Ouro
O diretor do portal FI Artur Eugênio me cobra uma coluna sobre o zagueiro Belini, falecido na quinta-feira, e emenda: “Fale dele, apesar de você não tê-lo visto jogar”.
Epa, retruco ao telefone. Não vi o Belini do grande Vasco de 1958, cuja defesa era formada por Barbosa, Paulinho, Belini, Orlando e Coronel. No entanto vi o Belini de São Paulo até 1968, quando se transferiu para o Atlético Paranaense e se juntou aos veteranos Dorval, Zé Roberto, Djalma Santos e Zequinha, os dois últimos já falecidos.

Belini foi um atleta que se valia do vigor físico e que só sabia ‘zagueirar’, estilo que até hoje não coaduna com aquilo que defendo para jogador de futebol.
Claro que lembrei ao amigo Artur que vejo futebol profissional desde 1961, quando o Guarani contava com um ataque formado por Dorival, Bataglia, Paulo Leão, Cido e Osvaldo. E depois vieram Amauri, Berico e Cabrita, ocasião em que assistia jogos no Estádio Brinco de Ouro no alambrado que ficava defronte às cadeiras vitalícias, principalmente em partidas contra os grandes clubes do futebol paulista.
PONTE X TAUBATÉ
Se eu ia ao campo da Ponte Preta, o Estádio Moisés Lucarelli? Claro. Aquele amistoso noturno contra o Taubaté, quando a Ponte enfiou 7 a 2 em 1964, não só eu estava lá como após o jogo ainda entrei de bicão na conversa da boleirada que sentava em degraus daquela escada que fica quase defronte ao estádio.
Lá estavam o ponteiro-esquerdo Zé Francisco, o meia Ascendino e o ponteiro-direito Jairzinho. A iluminação do estádio era precaríssima, com luminárias fixadas sobre as marquises das cadeiras cativas e sobre a extensão do muro da arquibancada do estádio, se não falha a minha memória. Os saudosistas bem lembram da quadra de basquete que ficava atrás do gol de fundo.
Enfim, esta viagem no tempo me poupou de demagogicamente encher a bola do zagueiro Belini. Não é porque ele foi campeão mundial, inovou ao levantar a taça acima da cabeça, que deve ser enquadrá-lo como um baita jogador.
Foi apenas um zagueiro regularíssimo na atribuição de ‘zagueirar’. Claro que minha preferência foi pelo futebol clássico do também zagueiro Mauro Ramos de Oliveira, bicampeão mundial na Copa do Mundo de 1962 no Chile, e igualmente falecido.





































































































































