Blog do Ari: Quais as chances de a Ponte avançar diante do Santos?
Se a disputa sobre formato mata-mata as chances seriam nulas
A televisão prestou grande serviço ao torcedor pontepretano não programando em sua rede do Premiere FC o jogo em que a Ponte Preta passou vergonha em seus domínios ao sofrer goleada por 4 a 0 para o Mogi Mirim, neste domingo.
Melhor mesmo foi avaliar o que o Santos – adversário da Ponte na segunda fase do Paulistão – tem de garrafa vazia pra vender a partir de agora.
E se você me perguntar quais as chances de a Ponte Preta avançar na competição, a resposta é uma incógnita, visto que em um confronto direto tudo pode acontecer.
De repente a Ponte acerta uma boa partida e o Santos desaparece. Claro que isso pode acontecer e serão derrubadas as previsões das ‘mães Dinás’ do futebol.
Fosse uma melhor de quatro pontos, eu não teria a mínima dúvida em apostar em chance zero para a Ponte passar à próxima fase.
A diferença técnica e física de Santos para a Ponte é gritante. E se alguém tinha alguma dúvida disso, de certo pôde desfazê-la na vitória santista sobre o Palmeiras por 2 a 1, no Estádio da Vila Belmiro.
MORDE
O time do Santos ‘morde’ muito mais, muitíssimo mais de que a Ponte. Morder, na linguagem do futebol é pegada maior na marcação.
A pegada no meio de campo santista é fortíssima com volantes, meias e atacantes que recuam para ajudar. Logo, o setor fica compactado na marcação e a incidência de desarme é alta.
De posse de bola o time santista se mexe em campo de forma que sempre há alguém desmarcado para receber a bola e dar continuidade ao estilo vertical da equipe jogar.
O volume ofensivo do Santos é ampliado com freqüentes ‘descidas’ dos laterais. E vê-se claramente que as ultrapassagens de Cicinho ou Bruno Perez pela direita e Mena pela esquerda são treinadas e bem executadas.
Some-se a tudo isso o fato de a equipe jogar em alta velocidade e frequentemente ‘visitar’ a área adversária.
Assim, só deu Santos durante o primeiro tempo diante do Palmeiras, tempo necessário para construção do placar de 2 a 0. Aí, restou a sabedoria para dosagem no segundo tempo, visando compensar o extremo desgaste físico dos jogadores.
Ao levar para campo aquela correria desenfreada, estava na cara que o Santos não conseguiria manter o rendimento no segundo tempo.
CONTRA A PONTE
De certo a estratégia será repetida diante da Ponte Preta, cujos buracos defensivos são maiores de que o Palmeiras e, consequentemente, a probabilidade de sofrer gols é proporcionalmente maior.
Então, sobraria à Ponte a hipótese do contra-ataque? Sim, mas o Santos joga com a linha de zaga adiantada e pronta para a cobertura dos laterais.
Até no período em que o Palmeiras teve mais posse de bola e pressionou durante o segundo tempo, o Santos soube fechar bem os espaços e ofereceu poucas chances ao adversário.
GOLEIRO ‘QUEBRA’
Deu pra observar que propositalmente o goleiro Aranha, do Santos, ‘quebrou’ quase todas as bolas em cobranças de tiro de meta, e em todas às vezes a zaga santista se adiantava na altura do meio de campo.
A estratégia era encurtar o campo de jogo e provocar compactação maior do time santista. E deu certo quando o time ‘voou’ em campo.
Portanto, se a Ponte conseguir segurar este ‘trem’ de jogo durante o primeiro tempo na próxima quarta-feira, na Vila Belmiro, provavelmente enfrentará um adversário mais desgastado no segundo tempo. E aí tudo pode acontecer.
Repito que teoricamente o Santos é bem melhor de que a Ponte, mas não nos esqueçamos que o futebol é o único esporte em que nem sempre o melhor time no papel sai vencedor.
Ainda bem, para a Ponte Preta, que é jogo de mata. Fosse mata-mata (dois jogos) diria, seguramente, que não haveria a mínima possibilidade desta atual equipe pontepretana avançar.
Convenhamos: a Ponte já está no lucro. Do jeito que o treinador Oswaldo Alvarez, o Vadão, pegou este time, despedaçado em todos os sentidos, a verdade nua e crua é que já foi além das expectativas.
Que se intensifique, portanto, a preparação para o Campeonato Brasileiro da Série B. E Vadão já avisou que pretende trazer no mínimo oito jogadores.
Logo, está implícito que este grupo de jogadores está bem aquém das necessidades da Ponte Preta para realizar boa campanha.
E que de fato Vadão assuma a responsabilidade pelas contratações. Se tiver palpite do protegido supervisor Marcus Vinícius vai sair coisa ruim.





































































































































