Blog do Ari: Emergentes treinadores, Doriva e Narciso pedem passagem

Profissionais de Ituano e Penapolense serão reconhecidos pelo bom trabalho

Quem tiver intenção de atribuir como zebra a vitória do Ituano sobre o Palmeiras por 1 a 0, nesta etapa semifinal do Campeonato Paulista, a resposta objetiva do treinador Doriva, do time interiorano, é a que mais se aproxima da realidade: “Hoje, a linha que separa o futebol do Palmeiras para o do Ituano é quase que imperceptível”.

E por que é quase imperceptível? Porque o Palmeiras sem os gols do atacante Alan Kardec – machucado ainda no primeiro tempo – não é muito diferente de que o Ituano. A rigor, ambas equipes têm planos de jogo bem definidos: marcar, marcar e marcar.

O Palmeiras roda a bola um pouco mais a espera da brecha para penetração. Quando bem marcado, a missão fica bem mais difícil.

O Penapolense também vendeu caro a derrota por 3 a 2 para o Santos, com o gol da vitória marcado já no ‘apagar das luzes’.

Por que Ituano e Penapolense foram pedras nos sapatos de Palmeiras e Santos?

Porque os seus emergentes treinadores Doriva e Narciso, respectivamente, colocam em prática o futebol com redução de espaços aos adversários através da prática de futebol solidário, que implica em forte marcação feita por todo time.

Como Ituano e Penapolense não são equipes que apenas se defendem, optam também pela bola trabalhada desde a defesa, de forma que possa chegar ao ataque de forma qualificada.

PERFIL

Treinadores com perfil de Narciso, Doriva, Oswaldo Alvarez e Guto Ferreira, por exemplo, já encurralam os chamados medalhões dos grandes clubes, que ganham rios de dinheiro nos contratos feitos.

Observem que há algum tempo profissionais como Vanderlei Luxemburgo e Emerson Leão estão desempregados. A sorte de Mano Menezes no círculo fechado de treinadores está lançada no próximo Campeonato Brasileiro, no comando do Corinthians. Outra campanha bem aquém das expectativas certamente servirá para perder espaço na elite da categoria, assim como já não é confortável a situação de Dorival Junior e Geninho.

E depois daquilo que se chama de zebra do Ituano sobre o Palmeiras, é prudente que não invoquem o mamífero caso o Ituano surpreenda o Santos na final do Paulistão.

Aos céticos, cabe recapitular fala do treinador Doriva: “Hoje, a linha que separa o futebol do Palmeiras para o do Ituano é quase que imperceptível”.