Imperador é vetado de visitar goleiro Bruno, que se compara a Edmundo

O arqueiro também afirmou que ainda é ídolo da torcida do Flamengo

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Contagem, BH, 03 (AFI) – Há três anos e nove meses na cadeia, o ex-goleiro do Flamengo, Bruno, recebeu, neste tempo, a visita de alguns ex-parceiros no meio do futebol. Entre eles estavam: Rodrigo Calaça, Irineu e Gladstone. Outro craque que teve interesse de visitar o arqueiro, foi o Imperador Adriano, que voltou a atuar profissionalmente, desta vez vestindo a camisa do Atlético-PR. O atacante, porém, foi proibido de ir até a penitenciária pelo próprio ex-camisa 1 do Mengão, que tomou a decisão para não fazer com que o amigo tenha problemas.

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O arqueiro, que assinou recentemente com o Montes Claros, mas aguarda a liberação para poder exercer profissão em liberdade, afirmou que mandou um recado para que Adriano não aparecesse na Penitenciária de Nelson Hungria, pois as pessoas poderiam inventar boatos à respeito do Imperador. Bruno também se comparou ao atacante Edmundo, que já teria sido chamado de assassino, por ter ser envolvido em um acidente de carro, e acabou voltando a atuar profissionalmente.

Querendo dar a volta por cima não só na carreira, mas como na vida, Bruno não vê a hora de colocar às luvas e voltar a jogar. Mesmo longe do futebol, o jogador acredita ser ainda um dos ídolos do Flamengo e lembrou o carinho que recebia das crianças. Coincidentemente, o jogador já chegou a ser chamado no Estádio do Engenhão de assassino de bebê.

Enquanto Bruno não é liberado de atuar, Imperador está com o foco no Atlético-PR. Com Adriano como titular, o Furacão deu o seu primeiro vexame na temporada, ao ser eliminado pelo Londrina na semifinal do Campeonato Paranaense ao ser derrotado por sonoros 4 a 1.

Relembre o caso
Em junho de 2010, a Polícia Civil de Minas Gerais declarou o goleiro Bruno suspeito do desaparecimento de Eliza Samudio. O jogador inclusive chegou a ter a prisão preventiva decretada. Em 6 de março de 2013, o jogador admitiu a morte de Eliza Samudio e culpou o amigo Macarrão pelo crime.

Em 8 de março de 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão, dos quais 17 anos e 6 meses em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e uso de meio que dificultou a defesa da vítima), cárcere privado e sequestro de Eliza e de Bruninho e ocultação de cadáver. Por sua confissão, sua pena foi reduzida em três anos, mas aumentada em seis meses por ter sido “mandante”.