Blog do Ari: Será que os homens do futebol da Ponte pensaram no Ituano lá atrás?

Agora o assédio à boleirada de Itu vai aumentar

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Um monte de gente vai discutir e revirar de ponta cabeça a vitória do Ituano sobre o Santos por 1 a 0 na tarde deste domingo no Estádio do Pacaembu, já pela final do Campeonato Paulista.

Também vou dar umas pinceladas sobre o assunto, mas como a coluna é de Campinas puxo pra cá a discussão com o torcedor pontepretano: quem, deste time do Ituano, se encaixaria no atual elenco da Ponte Preta? Claro que as indicações só teriam validade conforme as possibilidades da Macaca. Portanto, sejamos realistas.

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Já que o Ituano vai disputar a Série D do próximo Campeonato Brasileiro, é natural que se desfaça temporária ou definitivamente da maioria de seu elenco. Claro que o assédio aos seus jogadores vai ser intensificado.

Lógico que não custa você fazer a indicação, mas quem comanda o futebol da Ponte Preta deveria ter visto isso bem antes, quando sequer se cogitava a possibilidade de o Ituano chegar à final do Paulistão.

E olha que quando o Ituano ganhou da Ponte em Campinas houve claro reconhecimento de sua superioridade. Naquela ocasião já se sabia da qualificação de seus jogadores.

E aí, correram atrás? Já fizeram pré-contrato com alguns deles?

Se nada disso foi feito ‘comeram bola’ e deram uma de zagueiro pesado, aquele que sempre chega atrasado na jogada. Provavelmente agora será tarde.

O meio-campista Jackson Caucaia deixou impressão favorável, porém surpreendeu a lucidez do polivalente Esquerdinha, igualmente compondo o meio de campo quer defensivamente, quer organizando jogadas.

Curioso é que originalmente Esquerdinha é lateral, mas ratificou neste domingo toda versatilidade.

Na lateral-esquerda atuou Dener, muito bem na marcação e com ‘pulmão’ para levar a bola.

TRABALHO DE DORIVA

O treinador Doriva, do Ituano, teve a sorte de trabalhar com o falecido mestre Telê Santana, no São Paulo, nos anos dourados da década de 90, e dele absorveu a paciência para trabalhar tecnicamente o atleta visando o aprimoramento.

Como jogou no futebol inglês, onde se cobra rigorosa disciplina tática do atleta, procura implantar a compactação da equipe.

Não bastasse a aproximação dos jogadores, de certo treina em campo reduzido e com a velha prática de dois ou um toque na bola cada jogador, o que lembra a velha escola argentina. Assim, o time progride e cria situações de embaraço ao adversário.

Claro que a disciplina tática na marcação tem sido preponderante. Nas duas linhas de quatro que Doriva organiza, a segunda mostra eficiência para o desarme, fato que minimiza o trabalho do quarteto defensivo.

Parabéns Doriva! E enquanto os santistas lamentam não ter feito boa partida, observe criteriosamente a fala do presidente do Ituano, o ex-meia Juninho: “Nós não deixamos o Santos jogar bem”.