Após sumiço, Atlético-MG descarta chegada de ídolo francês

Jogador não chegou no tempo determinado para a apresentação

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Belo Horizonte, MG, 15 (AFI) – Não será desta vez que Anelka jogará no futebol brasileiro. Nesta terça-feira, Eduardo Maluf, diretor de futebol do Galo, descartou a transferência do astro francês. Segundo o dirigente, o jogador não apareceu até a data limite para a apresentação e o negócio melou.

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O diretor de futebol e o presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, esperavam o atacante na última segunda-feira. O staff do jogador e seu irmão, Claude Anelka, estavam em Belo Horizonte, mas o jogador não chegou a tempo. Ele foi visto no Kuwait e chegou a afirmar para Ronaldinho Gaúcho que estava com problemas em seu passaporte.

“Em nenhum momento conseguimos falar com o jogador. Falamos com o procurador e com o agente. A grandeza do Atlético-MG é muito maior do que o Anelka. Portanto, o Anelka é carta fora do baralho no Atlético-MG. A conduta dele mostrou que ele não é profissional”, afirmou o dirigente.

A contratação de Anelka foi anuncia pro Kalil, no Twitter, na última sexta-feira. No dia seguinte, o site do Atlético-MG colocou o nome do jogador entre os jogadores do elenco principal.

Mais…
Com passagens por França, Espanha, Turquia, China e Itália, foi na Inglaterra que Anelka teve mais sucesso. O primeiro time inglês defendido pelo atacante foi o Arsenal, em 1997, já comandado por Arsène Wenger à época.

Depois de rodar a Europa, e ter passagens por Liverpool e Manchester City, acabou parando no modesto Bolton. Depois, o Chelsea apostou na sua aquisição em 2007. Já na sua primeira temporada acabou errando o pênalti decisivo que deu ao Manchester United o título da Liga dos Campeões da Europa.

Anelka também tem passagem pela seleção francesa, tendo sido convocado para as edições de 2000 e 2008 da Eurocopa e a Copa do Mundo de 2010, em que uma ríspida discussão com o técnico Raymond Domenech foi o estopim para uma crise na equipe, que incluiu a recusa de jogadores a treinar.

A última equipe defendida por Anelka foi o West Bromwich Albion. Clube e atleta acordaram uma rescisão amigável de contrato, após o atacante ser punido pela Associação Inglesa por comemorar um gol fazendo um gesto considerado antissemita.