Blog do Ari: Que saudade do exímio driblador no futebol mundial!
Bayern de Munique, goleado pelo Real, prioriza o toque de bola
Tem gosto pra tudo no futebol. O mundo inteiro está alardeando a goleada que o Real Madrid aplicou no Bayern de Munique por
Tudo bem. Deixo pros ‘matemáticos’ que se valem dos habituais números 4-3-3, 4-3-2-1, 4-4-2, etc, pra falarem de táticas, porque meu foco sobre esta semifinal da Liga dos Campeões é outro.
Assisti à pouco mais de dois terços deste jogo entre europeus, quando o Real já havia aberto vantagem por

E quando observava aquela muralha do Real e a boleirada do Bayern rodando a bola de uma beirada a outra do campo, nas imediações da área da equipe da Espanha, constatei o quanto o futebol ressente do driblador que habilmente se livra de até dois adversários e ele mesmo completa a jogada.
Sim, o português Cristiano Ronaldo escapou de dois adversários quando sofreu falta e ele mesmo se encarregou de convertê-la em gol, fechando a goleada do time espanhol. De fato ele sabe driblar, mas nada que faça lembrar excepcionais dribladores do passado do futebol brasileiro.
Quem é o driblador no time do Bayern? Robben, um canhoto que usa o espaço pelo lado direito e ‘corta’ por dentro para finalizar?
Não. Claro que tem habilidade, mas os dribles são convencionais e, por conseqüência, pode ser anulado por um bom marcador.
O francês Ribery? Igualmente habilidoso e rápido, mas nada a ver com boleiros extremamente lisos como os atacantes Edílson Capetinha e principalmente Dêner, ex-Portuguesa.
Ao observar aquele futebol burocrático do time alemão lembrei como está difícil o surgimento de outro Dêner no futebol mundial.
GRUDAR NO PÉ
Pra garotada na faixa dos vinte e poucos e até trinta anos de idade, que não teve chance de ver Dêner jogar, saiba que a bola parecia grudar no pé dele nos tempos de Portuguesa.
Habilmente ele a colocava bem próximo ao pé do adversário e, quando tentavam dar a ‘bote’ para tomá-la, eles tomavam era um drible desconcertante.
E o meia Roberto Rivellino e o seu fantástico drible elástico? Era uma beleza.
Este clássico europeu foi mais uma mostra de que saudosistas do futebol, como eu, foram premiados com dribladores por excelência nos anos 60 e 70, como o ponteiro-esquerdo Canhoteiro, do São Paulo, que fazia embaixada até com xícara ou laranja.
O balanço do ponteiro-esquerdo santista Edu Jonas era fantástico. Com a bola igualmente colada aos pés judiava do marcador e de quem aparecesse na cobertura, completando a jogada com ‘tirambaço’.
CAJU
Bons tempos em que dribladores iam ao fundo do campo, como Paulo César Caju, e o cruzamento pra trás encontrava de frente atacantes de seu time para o cabeceio.
Este é o típico lance que favorece o atacante, traz desconforto ao zagueiro, mas raramente é trabalhado pela treinadorzada por aí, inclusive o pomposo Josep Guardiola, do Bayern.
Décadas passadas o finado treinador Zé Duarte, quer no Guarani, quer na Ponte Preta, treinava exaustivamente esta jogada para delírio do meia Jorge Mendonça, já falecido, que fazia gols aos montes, de cabeça.
Vou me resumir a estes exemplos para não me estender a Pelé, que fazia até tabelinha com a perna do adversário.
Sim, ele tocava a bola propositalmente no pé alheio para fazer a tabelinha, e, incontinente, dava continuidade à jogada.
Cadê o drible, gente? Claro que ele é salutar a partir da intermediária do adversário, como tão bem definiu o ex-treinador argentino Cesar Luiz Menotti. Drible no campo defensivo ou no meio de campo é dispensável.





































































































































