Blog do Ari: Que o pandiango Dado Cavalcanti aprenda a lição!

Treinador da Ponte ‘abusou’ do direito de errar no empate com o Luverdense

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O boa noite deste sábado vai para o treinador da Ponte Preta Dado Cavalcanti, após o empate por 2 a 2 com o Luverdense no período da tarde, em Campinas, pela Série B do Campeonato Brasileiro.

E a Macaca só chegou à igualdade no placar porque o juizão Felipe Gomes da Silva deu uma mãozona ao assinar pênalti inexistente em lance normal sobre o meia Citadini, convertido pelo atacante Edno, que continua devendo melhor atuação.

Dado, eu tenho quase que o dobro de sua idade, assisti à no mínimo o triplo de partidas de futebol de que você, e acho que aprendi um pouquinho de bola na convivência com alguns comandantes renomados como Cilinho, Tim, Carlos Castilho, Dino Sani, Zé Duarte, Ênio Andrade e Vanderlei Luxemburgo.

Por isso, Dado, peço permissão ao radialista Alberto César, da Rádio Central, para o uso do rótulo ‘Pandiango’ criado pela emissora, destinado à escolha do pior em campo.

E o pior deste jogo foi disparadamente você, Dado. Primeiro que você traiu a sua própria consciência ao insistir indevidamente na escalação do meia Adrianinho, fato que implicou em publicação dias atrás, quando elenquei situações inexplicáveis do futebol, aquelas em que a ‘conta não fecha’, em que dois mais dois não são quatro.

Só que boleiro, Dado, não é bobo. No seu próprio grupo de jogadores de certo a maioria teve a percepção que lhe faltou pulso firme pra sacar Adrianinho do time na escalação inicial, e não no intervalo.

Ali a sua situação no enfrentamento do ‘problema Adrianinho’ ficou mais cômoda. Até o torcedor menos avisado chegou à tardia constatação de que não deve haver lugar pro meia no atual time.

Claro que o time não teve ganho substancial com a entrada do meia Léo Citadini, mas na atual conjunta vale qualquer outra tentativa por ali.

Nesta tribuna, Dado, pautada por singular imparcialidade, críticas e elogios não têm endereço específico. São feitos a quem merece e sem retoques.

Continuemos, então, Dado. Que aberração na escalação e estruturação do time da Ponte!

Se você bem observou que não daria para apostar no lateral Neílson, ao sacá-lo do time após fracassada atuação dele diante do Icasa, por que a recaída agora?

Ora, Dado, você colocou a mão no fogo desnecessariamente e se queimou. Você me fez lembrar um áudio de antiga propaganda da empresa Freios Vargas, quando o locutor questionava: “E precisava de tudo isso?’

Sem o titular Magal, bastaria você ter feito o óbvio observado no segundo tempo: deslocamento do polivalente Juninho na lateral-esquerda.

Dado, presume-se que a sua convivência diuturna com a boleirada da Ponte tenha lhe permitido avaliar que o zagueiro Leonardo sequer estava confiante pra entrar na partida.

Não vou fazer juízo precipitado das condições técnicas de Leonardo, porque observei claramente que ele estava desconfortável na partida. E isso nada tem a ver com atuar quer pelo lado direito, quer pelo lado esquerdo. Quem sabe jogar não escolhe lado da defesa.

Então, por que você não iniciou a partida com o zagueiro Luan, que pelo mesmo estava mais tranqüilo e não comprometeu?

ESTRUTURAÇÃO

Dado, você cometeu outros erros que não podem ser repetidos. Um deles foi desconhecer o atual estágio do Luverdense e como a equipe se distribuiria em campo.

Você projetou que ele viesse atrás, pra jogar nos contra-ataques, e não foi isso que ocorreu.

O time matogrossense adiantou a marcação e induziu a Ponte ao erro. Como? Com limitações para trabalhar a bola, a Ponte abusou das ligações diretas ao longo do primeiro tempo.

Com 20 minutos de jogo o Luverdense havia finalizado quatro vezes através do jogador Misael, e em uma delas ele marcou gol de cabeça. Quem subiu com Misael no lance? Gente, foi o lateral Daniel Borges. Pode?

No primeiro tempo a Ponte achou um gol numa boa finalização do polivalente Juninho. Afora isso, não criou absolutamente nada.

Se teoricamente a Ponte foi escalada com três volantes, paradoxalmente não havia um marcador de ofício, o tal pegador.

Aí, Dado, a marcação no setor foi frouxa, o Luverdense mandou no jogo durante o primeiro tempo, e habilmente soube explorar o falho lado esquerdo de sua defesa.

Gente, Élton não se posicionou como volante. Parecia um meia disposto a receber o passe, quando o correto seria trabalhar a bola de trás, e a partir disso dar fluxo ao time. A pegada de Fernando Bob, que já não era tão forte, anda frouxa.

Assim, com a cabeça de área vulnerável, ficaram claras as limitações dos zagueiros e a falta de cobertura nas laterais.

CÉSAR

Dado, por incontáveis vezes foi dito nesta tribuna que o zagueiro César marca a bola e esquece de grudar no adversário.

No lance do segundo gol dos matogrossenses, César saiu da área para cobrir o fraco Neílson no lado esquerdo do campo, desguarnecendo o miolo de área, que contava com três jogadores adversários.

Então Dado, tente corrigir esta falha que parece incorrigível de seu zagueiro. E se ele não se conscientizar disso, saque-o do time e peça a contratação de outro jogador para a função.

Não entre na balela de uns e outros que acham César um baita jogador porque tem velocidade e rebate muitas bolas de cabeça por causa da estatura. Ele precisa ser corrigido pra postular o rótulo de zagueiro da Ponte Preta.

Por fim, Dado, a Ponte mostrou a costumeira dedicação cobrada pela torcida durante o segundo tempo, mas só isso não resolve. E agora que você já tem um diagnóstico da situação, reflita sobre as críticas construtivas e procure as devidas correções.