Blog do Ari: Embora competitivo, Guarani ainda precisa ser arrumado

Atacante Silas tem sido o principal destaque do time bugrino

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Ufa! Até que enfim! O Guarani acabou com um prolongado jejum de vitórias deixando como principal cartão de visita a competitividade ao ganhar do Macaé por 1 a 0 na noite deste domingo em Americana, pela Série C do Campeonato Brasileiro.

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Individualmente, no time bugrino, podem ser destacados o goleiro Wanderson, o lateral-esquerdo Pedro Henrique e o atacante Silas.

Se o goleiro Wanderson foi o melhor em campo, com duas defesas dificílimas no segundo tempo, está claro que o empate seria o resultado que se ajustaria mais adequadamente àquilo que as equipes fizeram em campo.

Por isso, torcedor bugrino, nada de acender o rojão. Muita coisa ainda precisa ser arrumada neste time caso o objetivo seja de acesso à Série B do Campeonato Brasileiro.

Pegando-se pelo lado positivo, o centroavante Silas foi a mais grata surpresa na relação de jogadores contratados, lembrando o atacante Evair quando foi recém promovido ao time principal do Guarani, ainda atuando como ponta-de-lança.

Além da postura de atacante de área, Silas é goleador nato. Tem mostrado real aproveitamento por cima e por baixo.

Geralmente atacante grandalhão é lento e se vale basicamente do jogo aéreo. Silas tem mobilidade e bom domínio de bola. Portanto, não se surpreendam caso seja assediado por clubes de médio e grande porte, e pode-se questionar se o Guarani conseguirá segurá-lo.

Afora isso, o desempenho do lateral-esquerdo Pedro Henrique tem sido bom, principalmente pela facilidade de chegar com a bola ao ataque.

A velocidade do atacante Leleco possibilita trabalhar jogadas combinadas pelos lados do campo, e o goleiro Wanderson tem dado a segurança cobrada pelo torcedor bugrino.

Nesta conjuntura, somam-se coadjuvantes como o volante Simião e o zagueiro Tiago Bernardes. Assim, pode-se assegurar que metade do time está apta para a divisão. E como é impossível a montagem de onze jogadores qualificados, fica a critério do treinador Evaristo Piza juntar bem as peças e procurar extrair o máximo possível dos demais.

O QUE ARRUMAR?

Primeiro os torcedores bugrinos precisam cair na real que o estilo competitivo colocado em prática pelo time nada tem a ver com a escalação do meia Fumagalli, jogador cujo peso da idade é sentido num nível de exigência física muito forte. Basta alguém encostar nele para o futebol desaparecer.

O treinador Evaristo Piza precisa balancear o ritmo de jogo de sua equipe, para evitar desgaste no segundo tempo. A bola precisa mais bem trabalhada, por vezes sem muita pressa para se chegar ao gol adversário.

O fato de a equipe ainda não estar devidamente ajustada, de errar passes além do convencional, de fazer ligações diretas desnecessariamente, sugere que o time não se atire ao ataque de forma inconseqüente.

Nesta circunstância, é perigoso se imaginar que o melhor método pra se ganhar partidas é obsessão ofensiva. Basta erro em uma jogada para que jogadores de ataque, como Leleco, voltem rapidamente para ajudar na marcação. Evidente que o desgaste físico do atleta será sintomático ao longo da partida.

Neste domingo, bem antes da expulsão do zagueiro Peterson aos 22 minutos do segundo tempo, o Guarani já era dominado pelo Macaé e pode-se atribuir isso ao natural desgaste físico de seus jogadores, que correram demais durante o primeiro tempo.

MATAR JOGADA

A opção de atacar com o maior número possível de jogadores para um time ainda em estágio de arrumação implica em erros no ‘percurso’, e de certo é cumprido orientação do banco de reservas para se matar o início do contra-ataque do adversário.

Faltas deste tipo foram cometidas aos montes pelo time bugrino neste domingo, que justificaram a aplicação do cartão amarelo. Considere, portanto, que o árbitro Edivaldo Elias da Silva foi complacente ao não distribuir outro amarelo a atletas reincidentes, o que resultaria em mais expulsões.

Portanto, além de incabível a reclamação da arbitragem feita pelo presidente bugrino Álvaro Negrão à Rádio Bandeirantes-Campinas, se a contestação à CBF for feita com apresentação do DVD do jogo sem edição, de certo lhe dirão que está chorando de barriga cheia. Desista!

Sobre o Macaé, é um time bem distribuído em campo, sabe trabalhar a bola até as imediações da área adversária, mas insiste no jogo aéreo focado no atacante João Carlos, atleta totalmente sem mobilidade. O time precisa arrumar a ofensiva.