Comercial "Lepo Lepo" deve ter renda dos jogos bloqueada pelo MPT

Pela urgência da medida, o MPT fez o pedido em caráter liminar

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Ribeirão Preto, SP, 12 (AFI) – O Ministério Público do Trabalho (MPT) ingressou com ação civil pública contra o Comercial Futebol Clube pedindo o bloqueio de 30% da renda dos jogos como forma de garantir o pagamento salarial de funcionários e atletas do clube. Pela urgência da medida, o MPT fez o pedido em caráter liminar.

Segundo investigações do procurador Henrique Lima Correia, o Bafo atrasa reiteradamente o pagamento dos salários dos empregados, podendo o atraso chegar a 20 dias, em alguns casos. A prática irregular já prejudicou 311 funcionários, incluindo atletas, e aconteceu aproximadamente 1166 vezes, se multiplicado pelo número de trabalhadores.

O Ministério Público recebeu a denúncia em maio de 2013, e imediatamente oficiou a Gerência Regional do Trabalho de Ribeirão Preto para que fizesse uma fiscalização nas dependências do clube. O relatório apresentado pelos fiscais atenta para o não pagamento de verbas salariais até o 5º dia útil do mês subsequente ao vencido, ou seja, confirmou a prática irregular.

Além do pedido de bloqueio do faturamento dos jogos, o MPT também pede, liminarmente, que os salários e demais parcelas salariais e indenizatórias sejam pagos até o 5º dia útil do mês subsequente ao vencido, propondo uma multa de R$ 5 mil, acrescida de R$ 500 por empregado, em caso de descumprimento.

Pelos danos morais causados à coletividade, o MPT pede a condenação do Comercial ao pagamento de R$ 200 mil, em favor do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) ou à entidade beneficente local.

0002048187485 imgPresidente Nelson Lacerda não paga os jogadores do Comercial

Situação está feia!
O Comercial vem passando por um momento bastante delicado financeiramente, tanto que não consegue honrar com seus objetivos. O principal culpado de tudo isso é o presidente Nelson Lacerda. A principal crítica da torcida é onde o mandatário investiu os R$ 2,5 milhões referente a cota de participação no Paulistão, que daria para pagar uma folha salarial superior a R$ 830 mil durante os três meses de campeonato.

Durante o último Paulistão, o Portal Futebol Interior trouxe com exclusividade que o volante Marcone e outros quatro companheiros sequer receberam os salários do mês de janeiro. Segundo o jogador, a diretoria alegou que não tem condições de pagar os vencimentos porque eles possuem os maiores salários do elenco.

A crise financeira e as inúmeras promessas da diretoria fez o Comercial virar motivo de piada, principalmente depois dos famosos “Cheques Lepo Lepo”. Como os cheques cruzados foram dados no dia 28, às vésperas do feriado de carnaval, só seriam sacados, após a Quarta-feira de Cinzas. O feriadão fez a diretoria ganhar tempo e neste período conseguiu evitar greve do elenco por pelo menos duas semanas.

No entanto, não é de hoje que Nelson Lacerda vem enganando os jogadores que passam pelo Comercial. No ano passado, o presidente havia prometido um bicho caso o elenco conquistasse o acesso à elite. O objetivo foi alcançado, mas muitos jogadores não viram a cor do dinheiro. Entre eles estão Alex Santana e Marcelo Ferreira (ambos no Mirassol), e Eduardo, Magalhães, Pavone e João Francisco (todos eles no São Bernardo).