Time da Série B pode ter estádio interditado, e dirigente fica surpreso

Cartola garante não ter recebido reclamações e diz que todos os laudos foram aprovados

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Itápolis, SP, 14 (AFI) – A informação de que o delegado do empate contra a Ponte Preta, por 1 a 1, na noite desta terça-feira, iria solicitar a interdição do Estádio dos Amaros pegou o Oeste de surpresa. O diretor de futebol do Rubrão, Mauro Guerra, disse desconhecer qualquer especulação sobre uma insatisfação por parte do trio de arbitragem e da Ponte com relação ao estádio.

0002048188159 imgAmaros foi alvo de críticas

Durante a transmissão da partida, no canal SporTV, surgiu a informação de que o delegado faria uma solicitação de interdição do estádio. Além da infraestrutura geral, entre os pontos mais criticados estariam o vestiário dos visitantes e a arquibancada onde situou-se a torcida da Macaca.

“Não há nada disso. Não temos problema algum com os vestiários. O vestiário dos visitantes, inclusive, é bem espaçoso, foi reformado recentemente. Os bombeiros fizeram a vistoria aqui, nossos laudos estão todos OK. Os setores (de arquibancada) que não foram aprovados estão interditados”, argumentou, em entrevista ao Portal Futebol Interior.

Apesar da informação, na súmula do jogo divulgada no site oficial da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não houve observação alguma sobre problemas com o estádio. O que indica que o quarteto de arbitragem, pelo menos a princípio, não encontrou problemas aparentes no local.

0002048188161 imgPrefeito abandonou o Oeste

Relação desgastada
Esta não seria a primeira vez que o Oeste sofreria com interdição de sua casa. No Paulistão deste ano, o time foi impedido de joga nos Amaros em quatro oportunidades. Por isso, perambulou pelo Estado, atuando por São Carlos, Matão, Catanduva e São José do Rio Preto.

Mauro Guerra admite que o está necessita de algumas reformas. O clube, no entanto, está de mãos atadas, tendo em vista que por ser um estádio municipal é responsabilidade da prefeitura de Itápolis realizar as obras.

“É bom ressaltar que uma coisa não tem nada a ver com a outra. O estádio deixa a desejar em alguns pontos sim e compete à prefeitura acertar isso. Mas eu desconheço qualquer problema com relação aos vestiários e às arquibancadas”, ponderou Guerra.

A relação entre a diretoria do Oeste e a prefeitura de Itápolis já está desgastada há algum tempo. O atual prefeito Júlio César Nigro Mazzo (PRP) é contra o grupo que toca o clube. E, por isso, não faz questão alguma de ajudar nem com o básico, que seria ter um estádio decente para a cidade.

Tal fato chegou até mesmo a fazer o investidor do Rubrão, Cidão, cogitar a troca de cidade. “Infelizmente, nossa relação (Oeste e Prefeitura) é distante. Não há uma boa ligação, embora a gente tenha tentado esta aproximação”, ressaltou Guerra.