Blog do Ari: no centro de Campinas as discussões são calorosas sobre Ponte e Guarani
Lá se concentram torcedores e ex-profissionais do futebol
Ao circular pelas principais ruas da região central de Campinas dou uma esticada até a esquina da Avenida Francisco Glicério com Rua Bernardino de Campos. É que lá se reúnem diariamente os senhores do futebol da cidade. Ali, naquele ponto de táxi, se concentram torcedores sexagenários de Guarani e Ponte Preta, ex-jogadores, ex-treinadores, ex-preparador físico e o assunto é ‘bola & bola’.
E entre os ‘ex’ lá estava o professor Antonio Augusto, o Pardal, falando grosso e defendendo veemente o seu ponto de vista. E qual o ponta de vista defendido por Pardal, ex-treinador da Ponte Preta na década de 90?

“O zagueiro César é o principal jogador do atual time da Ponte”, dispara Pardal, sem que na roda alguém contestasse. Ou melhor: eu contestei.
Repeti basicamente aquilo que tenho colocado neste canto de página: “O César é um jogador só razoável, mas com possibilidade de evolução se se (a repetição do ‘se’ não é erro de digitação) dispuser a corrigir defeitos já elencados como marcar o adversário e não apenas a bola, ligação direta ao ataque e, apertado pela marcação adversária em seu campo defensivo, se desfaz da bola colocando-a à linha lateral.
Naquela roda ouvi muitas críticas à imprensa de Campinas e deixei claro que posso responder exclusivamente pelas opiniões aqui emitidas.
Questionaram o futebol do atacante Fabinho do Guarani. E eu também questiono. No atual estágio não faz por merecer camisa no time.
Disseram que a mídia ‘bate palmas’ para o meia pontepretano Adrianinho, e fui obrigado a entregar o cartão do ‘blog’ para recomendar que leiam e vejam que ninguém em Campinas criticou mais o futebol de Adrianinho do que a coluna, e por razões óbvias.
VADÃO
Até a capacidade do treinador Oswaldo Alvarez, o Vadão, foi colocada em xeque naquela roda, mas os resultados dele no futebol respondem por si só: títulos estaduais, passagem jamais superada no comando do Mogi Mirim, e tirou ‘leite de pedra’ daquele time do Guarani no Campeonato Paulista de 2011, quando chegou à final da competição.
Vadão sabe montar elencos, é reconhecidamente um líder de grupo, e tem lá os seus defeitos nas mexidas de peças, sem que isso comprometa o seu trabalho.
Esta roda de gente da bola no citado ponto de táxi é uma extensão das calorosas discussões sobre futebol há 30 anos no Largo do Rosário, até altas horas da madrugada.
Naquela antiga roda participavam jornalistas como Brasil de Oliveira (já falecido), Zaiman de Brito Franco, Danglares Gomes, Élcio Paiola, Eduardo Mattos, José Francisco Pacola e Antonio Carlos de Júlio. Dirigentes de clubes como Peri Chaib, Beto Zini, Raul Celestino Soares, José Roberto Pizzato e Marco Chedid. Profissionais do futebol como Tuta Orsi, Paulo Pedro da Silva (Nã), José Roberto Fernandes e Oswaldo Alvarez
Além deles, pessoas ligadas a clubes como José Bertazolli (Zé do Pito), Toninho Buda (falecido), Oswaldo Bittencourt (Pira – já falecido) e bugrinos como o então advogado e hoje delegado de polícia José Roberto Rocha Soares, o também advogado Pirão e o tocedor Cidão, entre outros, que pautavam boas discussões.
Naquela roda, quem sabia menos de futebol certamente sabia mais que os atuais cartolas de Ponte Preta e Guarani, quer no quesito bola rolando, quer nos bastidores.
Das mumunhas de bastidores, daquela leva havia gente que dava nó no fundo de piscina e com luvas de boxe.
Quer mais!





































































































































