Blog do Ari: Quanto Ponte Preta e Guarani vão gastar com seguranças em suas arenas?
Mais de 80 seguranças estavam espalhados na Arena Itaquerão neste domingo
Você já deve ter percebido que quando Ponte Preta e Guarani não estão em campo a coluna caminha na periferia dos fatos. Algumas vezes é possível se extrair um foco de partidas com envolvimento de outros clubes e trazer para a realidade do futebol de Campinas.
Enquanto o ‘povaréu’ por aí vai detalhar como foi a derrota do Corinthians para o Figueirense por 1 a 0, na inauguração da Arena Itaquerão, neste domingo, abro discussão com bugrinos e pontepretanos sobre custo só daqueles seguranças que fizeram o cinturão no gramado, com missão de impedir qualquer tentativa de invasão de torcedores.
Durante o segundo tempo da partida do Corinthians fiz questão de contar 29 seguranças apenas em uma das extensões gol a gol, no campo de visão permitido através da televisão.
Considerando-se que falta a contagem daqueles que estavam no lado oposto e nas respectivas cabeceiras, a projeção mínima é de 80 seguranças. Daí pra cem.
Partindo-se do pressuposto que os seguranças têm um mínimo de treinamento, que ali não está um cidadão qualquer, não é exagero imaginar que o cachê mínimo de cada um seja de R$ 150, correto?
E então, qual o custo desta ‘brincadeira’, ou coisa séria: por baixo gasta-se R$ 12.400,00, correto?
MULTIDÕES
Para o Corinthians que arrasta multidões aos estádios, o custo com 80 ou cem seguranças não faz diferença em seu borderô. E para Guarani e Ponte Preta, que levam de dois a cinco mil torcedores em jogos de pequeno e médio porte? Esta média só aumenta quando eles enfrentam os chamados grandes.
Claro que o projeto com dezenas de seguranças não desobriga presenças de policiais militares nas arenas, mesmo que em número menor.
E o custo mensal para manutenção de uma arena? Claro que é bem superior aos estádios. Então, Ponte Preta e Guarani teriam ‘bala na agulha’ para enfrentar esta situação com equilíbrio?
A intenção não é desestimular ninguém a construir sua própria arena, mas não nos esqueçamos que estes custos precisam ser colocados na ponta do lápis.
À medida que as arenas são inauguradas no Brasil a gente vai constatando a realidade para as respectivas manutenções e o assunto merece discussão sim.
GIOVANNI AUGUSTO
Afora isso, restou a certeza de que o nome de Giovanni Augusto, jogador do Figueirense, entrou para a história da Arena Itaquerão como o jogador que marcou o primeiro gol no dia de sua inauguração.
O nome de Giovanni Augusto será eternizado no futebol, a exemplo de Peixinho, autor do primeiro gol marcado na inauguração do Estádio do Morumbi.
O gol de Peixinho – cujo nome real é Arnaldo Poffo Garcia – foi marcado no dia 2 de outubro de 1960, aos 12 minutos do primeiro tempo, na vitória do São Paulo sobre o Sporting de Portugal.
Sobre a derrota em si do Corinthians, pode-se dizer que insistiu o tempo todo em busca da vitória, mas esbarrou-se em duas defesas difíceis do goleiro Tiago Volpi e da boa postura defensiva do time catarinense.





































































































































