Marin quer Felipão após Copa, mas técnico avisa que sai

O preferido para assumir o posto é Tite que está sem clube

Ainda sem saber se a seleção brasileira conseguirá conquistar o sonhado hexacampeonato mundial na Copa de 2014, o presidente da CBF, José Maria Marin, deixou escapar que espera que Luiz Felipe Scolari.

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Rio de Janeiro, RJ, 19 (AFI) – Ainda sem saber se a seleção brasileira conseguirá conquistar o sonhado hexacampeonato mundial na Copa de 2014, o presidente da CBF, José Maria Marin, deixou escapar que espera que Luiz Felipe Scolari siga no comando do time nacional após o Mundial. Em entrevista concedida ao lado do treinador à TV Bandeirantes, o dirigente manifestou este desejo ao comentar o fato de que a entidade que controla o futebol nacional está construindo um museu em sua nova sede, na Barra da Tijuca, no Rio, e citou o local como possível palco de futuras convocações anunciadas pelo comandante.

Felipão, entretanto, acabou interrompendo a fala de Marin para garantir que não seguirá no comando da seleção após a Copa. “Não, eu não vou estar mais. Terminou o Mundial, eu não vou mais”, disse o técnico, que depois brincou com a situação, em meio a um princípio de constrangimento do dirigente com a situação. “Então eu vou voltar lá para convocar, vou ser eu o técnico então?”, questionou, sorrindo, no final da noite do último domingo.

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Em seguida, Marin ganhou um aperto de mão do treinador ao dizer que, por ele, não haveria objeção para a sua continuidade no comando da seleção depois do Mundial, independentemente do resultado que será obtido dentro de campo. Entretanto, ao ser questionado se já estaria já bancando a permanência de Felipão, o mandatário se esquivou do assunto ao dizer que “o foco agora é a seleção (na Copa)” e foi enigmático ao afirmar que “depois, a última palavra sempre será dele (Felipão)”.

Ao projetar o museu que está sendo construído na nova sede da CBF como possível palco de futuras convocações de jogadores por parte de Felipão para a seleção brasileira, Marin destacou que o local servirá para valorizar a vitoriosa história da equipe nacional.

“Nós construímos uma sede para a Confederação Brasileira de Futebol, que tenha um museu que conte a sua história. Um País que tem o maior acervo futebolístico do mundo não tem onde guardar suas taças, suas conquistas, suas glórias. Agora vai ter o museu do futebol nesse prédio que nós vamos inaugurar no dia 4 (de junho)”, disse o dirigente, para depois revelar que “quem fez o museu do Barcelona está fazendo o nosso museu no novo prédio sede da Confederação Brasileira de Futebol”.