Grito da Galera: Torcedor fica indignado com "Índio Caboclo" na camisa do Guarani
O Internauta garantiu que irá cancelar seu sócio-torcedor e que não comprará mais o uniforme do Bugre
Campinas, SP, 02 (AFI) – O Portal Futebol Interior disponibiliza o espaço Grito da Galera para que os torcedores e internautas enviem sugestões, críticas, dicas e comentários sobre futebol. Desta vez foi o internauta Nelson Rizzi Junior que entrou em contato com o site para criticar a decisão da diretoria do Guarani em colocar um “Índio Caboclo” na parte frontal da camisa dos jogadores.
O internauta deixou claro a indignação por uma entidade espiritual estar estampada na camisa do clube, na qual até mesmo é proíbida conforme uma Lei da Fifa. O torcedor ainda é enfático ao afirmar que o presidente do Guarani, Álvaro Negrão, deveria se preocupar em honrar os salários dos atletas, conseguir bons patrocínios e tirar o nome do Bugre da lama.
Confira a mensagem de Nelson Rizzi Junior:
O pobre torcedor do Guarani, o índio-caboclo e a CRUZ:
Nos últimos quinze anos o torcedor do Guarani outrora orgulhoso de seus esquadrões, tem convivido com toda sorte de humilhações esportivas e principalmente administrativas, causadas por gente que ou por conta do despreparo, ou por conta de más intenções, levou o Imenso Campeão Brasileiro, único de todo Interior do Brasil, ao mais aterrador fundo do poço.
O “Índio Caboclo” está no meio do uniforme bugrinoSe não tivéssemos a torcida apaixonada que temos, a mesma torcida que sempre carregou o Valente Guarani no Colo, teríamos literalmente acabado. Insistimos com iniciativas como a de amanhã, em que torcedores comuns irão pintar novamente o Brinco, casa essa que nem sabemos mais se a teremos.
Insistimos. Insistentemente insistimos. Apesar de todo nosso inconformismo com as mazelas de cada nova administração, continuamos a insistir. Insistimos pela nossa própria existência.
Até há alguns poucos anos atrás, a esperança, que sabemos ser Verde como é o nosso Bugre, continuava a nos fazer crer em um amanhã melhor – que hoje bugrinos como eu já não mais sabem se existirá.
Agora, pra coroar os constantes e infelizes atos administrativos dos mandatários bugrinos, algum infeliz elaborou a triste ideia de se colocar uma “entidade” no manto sagrado bugrino. Temos em nossa camisa agora um “índio caboclo” – que segundo a imprensa especializada tem cansado de propagar – irá nos fazer sair do buraco em que nos encontramos.
Outro dia o site Globo.com trouxe outra matéria de mesmo teor, dizendo que um dos nossos ex-presidentes chegou a conversar com telefone com um morto, para pedir ajuda do além para o Guarani. Viramos motivo de chacota. Substituímos o trabalho e a competência por qualquer coisa que possa nos fazer ainda menores do que somos atualmente. Hoje nos apequenamos. Mandatários seguidos nos apequenaram.
Olhando pra tudo isso, penso no que nos tornaram. E vejo que nossa situação atual é reflexo claro de todas essas infelizes atitudes, que tem deixado o Gigante do Interior prostrado, esperando apenas o golpe fatal.
Nesta última semana me senti constrangido com o tal índio caboclo. Aqui em minha casa somos todos bugrinos de alma, mas também somos cristãos autênticos, praticantes, de carteirinha, e nos sentimos entristecidos, assim como a grande maioria da coletividade bugrina com a presença forçada do tal índio caboclo em nossa camisa. Se por acaso, o Bugre ganhar alguns jogos, novamente o assunto do tal índio ganhará força, como sendo ele o responsável por tamanha proeza – vencer jogos – algo que no passado nos era tão comum – e no último time que nos honrou recheado de cristãos, o de 2012, não teve ajuda de índio caboclo nenhum.
Torço para que este presidente que aí está acerte. Pra que tire o Bugre do buraco. Mas vejo com tristeza esta decisão tomada – de nos enfiar goela abaixo suas crenças pessoais. Ao invés disto, deveria pensar em honrar os salários dos atletas, conseguir bons patrocínios e tirar o nome do Bugre da lama.
Não compraremos mais nenhuma camisa do Guarani enquanto o tal índio estiver lá. O meu sócio-torcedor será cancelado nesta segunda-feira, pois não concordo em hipótese alguma em ver na camisa do glorioso Guarani uma entidade espiritual que a Bíblia condena com veemência.
Se o que os mandatários do Guarani queriam era uma ajuda espiritual, deveriam ter apelado para a Cruz. Taí. Que tal colocarmos uma imensa Cruz em nossa camisa. A última vez que penduraram um homem nela, sabemos que ELE RESSUSCITOU!!! ALELUIA!!! E é disso que o meu Guarani precisa. Ressureição.
Nelson Rizzi Junior





































































































































