MÉXICO: Em crise, El Tri luta por fim de “maldição das oitavas”
Nas últimas edições, o México acabou eliminado sempre na mesma fase: as oitavas-de-final
Nas últimas edições, o México acabou eliminado sempre na mesma fase: as oitavas-de-final
Campinas, SP, 11 (AFI) – O que têm em comum Bulgária, Alemanha, Estados Unidos e Argentina? Todos são responsáveis por uma “maldição” que vem atormentando os mexicanos há 20 anos ou mais precisamente cinco Copas do Mundo. Nas últimas edições, o México acabou eliminado sempre na mesma fase: as oitavas-de-final. E dar um fim a este tormento é um dos principais objetivos da seleção mexicana no mundial que será disputado no Brasil.
A missão do técnico Miguel Herrera, contudo, não será nada fácil. O treinador assume “El Tricolor” esfacelado pelos últimos maus resultados. A campanha pífia nas eliminatórias, que quase deixou os mexicanos fora da Copa, custou a cabeça de três treinadores somente em 2013. Antes, ao atual técnico, comandaram o selecionado Jose Manuel de la Torre, Luis Fernando Tena e Victor Vucetich.
Para garantir sua vaga até a Copa do Mundo, o México passou por maus bocados. Correu até mesmo o risco de ficar fora do Mundial, algo que não ocorre desde 1990, na Itália. Na terceira fase das eliminatórias da Concacaf, disputado em 2012, passeou no Grupo B. Foram seis vitórias em seis jogos, abrindo oito pontos sobre a vice Costa Rica.
A quarta fase, porém, foi um Deus nos acuda. Até a última rodada, os mexicanos correram o risco de caírem foram. Após perderem para a Costa Rica, por 2 a 1, viram o Panamá garantir a vaga na repescagem até os 45 minutos do segundo tempo, quando venciam os Estados Unidos, por 2 a 1. Em apenas dois minutos os americanos viraram e acabaram com o sonho panamenho para sorte do México, que passaria na Repescagem pela Nova Zelândia.
Não bastasse a pressão por resultados, Herrera ainda tem de lidar com os problemas dentro e fora de campo. Nas quatro linhas, está apanhando para encontrar um time ideal. Nos últimos amistosos, ficou claro que ainda não tem uma equipe titular definida. Para ajudar, tem apostado em um ultrapassado 3-5-2.
Fora de campo, há a crise de relacionamento envolvendo jogadores e a federação local. Desgaste que se arrasta desde a Copa América de 2011, quando vários jogadores foram afastados por realizarem festinhas particulares com mulheres. Algo que já ocorrera em 2010. A indisciplina, aliás, é o motivo da ausência do atacante Carlos Vela, da Real Sociedad-ESP, melhor mexicano da última temporada.
HISTÓRIA
Embora não esteja entre as principais seleções do mundo, o México está entre as seleções que mais edições de Copa disputou. “El Tricolor” disputou nada menos que 15 das 20 Copas, contando já a de 2014. Suas melhores colocações foram justamente nos Mundiais do México, em 1970 e 1986, quando acabou parando nas quartas-de-final.
A trajetória mexicana nas Copas começou logo na primeira edição no Uruguai, quando caiu na primeira fase com três derrotas. Após ficar fora em 1934 e 38, voltou a ser eliminado nas primeiras fases por cinco edições entre 1950 a 66. Somente em 1970 conseguiu passar da fase.
Em 1978, na Argentina novamente morreu na fase de grupos, com três derrotas. Voltando a ter sucesso em casa, em 1986. Nas últimas cinco Copas vem sendo eliminado nas oitavas-de-final. Foi assim com a Bulgária (1994), Alemanha (1998), Estados Unidos (2002) e Argentina (2006 e 2010).
Por conta do grande número de Copa disputadas, mas o péssimo aproveitamento, o México ostenta o título de seleção com mais derrotas no torneio. Em 49 partidas, perdeu nada menos 24 vezes, empatando 13 e vencendo 12.
FICHA TÉCNICA
Federação Mexicana de Futebol
Craque: Chicharito Hernandez (atacante, 26 anos)
Está longe de ser uma unanimidade no futebol mundial. Prova disso, que na última temporada chegou ficar fora até mesmo do banco de reservas do Manchester United-ING. Na atual temporada, foram 35 jogos, sendo apenas 12 como titular, e nove gols marcados. Mesmo assim, é o queridinho da torcida mexicana e causa um verdadeiro alvoroço quando volta ao país. Pelo menos pelo “Tri” tem números invejáveis: 35 gols em 62 jogos. São apenas 11 gols a menos que o maior artilheiro da história da seleção, Borgetti, com 46.
Olho nele: Miguel Layun (lateral-esquerdo, 25 anos)
Em um time que parece ainda não ter se encontrado, o lateral Miguel Layún surge como candidato a surpresa. Enquanto as “estrelas” da seleção, como Rafa Márquez, Giovani dos Santos e Chicharito, seguem em baixa, o jogador tem se salvado nos amistosos. Com mais liberdade no esquema 3-5-2, tem subido bastante e arriscado seus potentes chutes de longa distância. Foi assim que marcou dois gols na vitória sobre Israel, por 3 a 0. O lateral do América-MEX já tem times grandes no encalço, como a Fiorentina-ITA. Além disso, está ganhando popularidade. Recentemente, foi eleito na seleção dos jogadores mais seguidos no Twitter.
Ranking da Fifa: 20º colocado
Melhor colocação em Copas: Quartas-de-final (1970 e 1986)
Copas disputadas: 15
Colocação no último Mundial: 14º colocado
CT: CT Rei Pelé, Santos (SP)
Palpitão FI: Luta pela classificação
Time base: Jesús Corona; Maza Rodríguez, Rafa Márquez e Hector Moreno; Paul Aguilar, José Vásquez, Hector Herrera, Andrés Guardado e Miguel Layún; Chicharito Hernandez (Giovani dos Santos) e Peralta. Técnico: Miguel Herrera.
OS 23 CONVOCADOS:
Goleiro: Alfredo Talavera (Deportivo Toluca-MEX), Jesús Corona (Cruz Azul-MEX) e Guillermo Ochoa (Ajaccio–FRA);
Defensores: Francisco Rodríguez (Cruz Azul-MEX), Paul Aguilar (América-MEX), Carlos Salcido (Chivas-MEX), Miguel Layún (América-MEX), Rafael Márquez (León-MEX), Diego Reyes (Porto–POR), Miguel Ponce (Toluca-MEX), Andrés Guardado (Bayer Leverkusen–ALE) e Héctor Moreno (Espanyol–ESP);
Meios-campistas: Carlos Peña (León-MEX), José Juan Vázquez (León-MEX), Isaac Brizuela (Toluca-MEX), Marco Fabián (Cruz Azul-MEX), Héctor Herrera (Porto–POR) e Javier Aquino (Villarreal-ESP);
Atacantes: Alan Pulido (Tigres-MEX), Oribe Peralta (América-MEX), Raúl Jiménez (América-MEX), Giovanni dos Santos (Villareal–ESP) e Javier “Chicharito” Hernández (Manchester United–ING)
O PAÍS
Nome oficial: Estados Unidos Mexicanos
Capital: Cidade do México
População: 118.395.054 de habitantes
PIB: US$ 1,845 trilhão
Língua Oficial: Espanhol, porém, 67 línguas indígenas são reconhecidas como nacionais
Moeda: Peso mexicano





































































































































