Blog do Ari: Será que o São Paulo ainda vai querer de volta o zagueiro Lugano?
Faltou ao Uruguai a velha garra, suas individualidades também decepcionaram na partida
Faltou ao Uruguai a velha garra, suas individualidades também decepcionaram na partida
Alô cartolada são-paulina, alô treinador Muricy Ramalho. Nada de cegueira ou coisa parecida. Se vocês queriam se certificar do atual estágio do zagueiro Lugano para contratá-lo, não poderia haver amostragem melhor de que esta partida contra a Costa Rica na tarde deste sábado, na derrota uruguaia por 3 a 1, de virada. Lugano é o típico jogador em fim de carreira e não inventem de torrar dinheiro à-toa para posteriormente contrariarem a coletividade são-paulina.
Claro que não se pode atribuir apenas a Lugano a culpa pela tragédia. Boleiros como o atacante Cavani e o lateral-esquerdo Cáceres, que teoricamente teriam muito mais a oferecer, não jogaram absolutamente nada. Por sinal, só o zagueiro Godín se salvou daquela leva.
O foco em Lugano caracteriza-se porque perdeu a mobilidade, e por isso se posiciona bem atrás, quase colado ao seu goleiro Muslera, exatamente para evitar perda de jogadas na velocidade para adversários.
Assim, amarrou a defesa uruguaia quando o prudente seria se adiantar mais, para que o seu o time ficasse compactado.
Como no primeiro tempo o Uruguai optou por marcação de saída de bola do campo defensivo do Costa Rica, obviamente o campo de jogo ficou enorme e taticamente Lugano prejudicou o time uruguaio, porque sobraram muitos espaços para o adversário se movimentar.
Segundo aspecto: com a bola nos pés, lá atrás, Lugano só queria alongá-la, na detestável ligação direta em que a bola geralmente fica com o defensor adversário. Portanto, o recado está dado aos são-paulinos se ainda tiverem alguma dúvida sobre o atual estágio do zagueiro.
POR QUE SURPRESA?
Fora isso, não se pode dizer que foi uma incrível surpresa esta derrota do time uruguaio, considerando-se o péssimo desempenho nas Eliminatórias, quando apenas garantiu vaga à Copa do Mundo na repescagem, e ainda assim empatando em casa contra a modestíssima Jordânia por zero a zero.
Cabe lembrar que o Uruguai semifinalista da Copa de 2010 se valia de sua consistência defensiva, desdobramento de seus jogadores, e de algumas individualidades.
Claro que esperava-se rendimento bem superior do atacante Cavani, absorvido facilmente pela marcação. Nem de longe foi visto aquele voluntarioso lateral-esquerdo Cáceres que defendia e atacava sistematicamente.
Do atacante Furlan já não se esperava nada de prático. Há tempos não convence no time do Inter portoalegrense. Falta-lhe mobilidade e tem sobrevivo à base de bola parada. Assim, sequer deveria ter sido escalado.
Dá pra projetar reação neste time uruguaio? Difícil brigar por vaga com Itália e Inglaterra.
Claro que a voluntariedade da Costa Rica tem que ser ressaltada. É um time que marca forte, fecha os espaços do adversário e usa bem o contra-ataque, principalmente através do atacante Campbell, cujo estilo lembra muito o brasileiro Adriano, o Imperador.
COLÔMBIA: SÓ LAMPEJOS
Decantada em prova e verso como uma das sensações do futebol sul-americano, a Colômbia não cravou na prática aquilo que dela dizem na tarde deste sábado.
Apesar de ter goleado a Grécia por 3 a 0, os colombianos mostraram apenas lampejos ao longo da partida.
Viu-se, entre os colombianos, excesso de erros na elaboração das jogadas, apesar da velocidade nos contra-ataques. E mesmo defensivamente ficaram claros os buracos na equipe.
Portanto, a Colômbia precisa melhorar muito para postular algo melhor neste Mundial.





































































































































