Seleção FI da Copa do Mundo mostra faro de gols e curiosidades da 1ª rodada
Equipe do Portal FI tem acompanhado todos os jogos, além de acompanhar - in loco - treinos e partidas
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Campinas, SP, 17 (AFI) – A Copa do Mundo 2014 começou em grande estilo, com estádios cheios, muitos gols, zebra e craques nos gramados brasileiros. Com o término da 1ª rodada, o Portal Futebol Interior apresenta a Seleção FI da Copa do Mundo com os destaques dos primeiros 16 jogos. A equipe do Portal FI tem acompanhado todos os jogos, além de acompanhar – in loco – treinos e partidas.
A surpresa da 1ª rodada foi a Costa Rica. A seleção da América Central caiu no forte Grupo C, com três campeões mundiais – Uruguai, Inglaterra e Itália -, mas começou com o pé direito, mostrando que não foi por acaso que chegou bem nesta sua quarta participação na Copa do Mundo. Bateu, de virada, por 3 a 1, o Uruguai, na Arena Fortaleza. Com muita raça e consciência. Pela tradição o resultado foi considerado como primeira zebra da competição.
A Seleção da Espanha, por outro lado, foi a grande decepção. Última campeã mundial e numa temporada em que seus principais clubes brilharam na Europa, como Real e Atlético de Madrid, além de Barcelona, era aguardada como uma das favoritas ao título. Embora com vários jogadores envelhecidos. Mas levou 5 a 1 da Holanda, numa revanche da final da África do Sul, em 2010, foi demais. Não só pelo placar, como também pelas fracas atuações de alguns jogadores e pela falta de personalidade.
Houve ainda a primeira gafe da dupla FIFA-Brasil. Pela primeira vez na história das Copas do Mundo, o Hino Nacional das seleções não foi tocado. França e Honduras até ficaram postados no Estádio do Beira-Rio, em Porto Alegre, mas problemas técnicos impediram o som de sair das caixas. A gafe foi muito criticada pela imprensa, principalmente, na França e em Honduras.
Da gafe para o pior jogo da Copa do Mundo. Nigéria e Irã participaram do primeiro empate da Copa 2014. Para piorar, a igualdade foi sem gols. E isso em uma Copa com média superior a três tentos por partida. Como se não bastasse, o público de torcedores, na Arena da Baixada, em Curitiba, foi o pior do Mundial. O melhor público, por outro lado, aconteceu no Maracanã na vitória da Argentina sobre a Bósnia-Herzegóvina (74.738).
Confira a seleção da 1ª rodada da Copa do Mundo:
Goleiro: Sirigu (Itália) – Com a lesão do titular Buffon, os torcedores da Itália fecharam a cara e tremeram. Mas Sirigu mostrou segurança e condições de defender os italianos durante a Copa do Mundo. Com boas defesas, ele garantiu o primeiro triunfo da Seleção Italiana. Também merece destaque Pletikosa. Apesar da Croácia ter perdido para o Brasil, ele foi muito bem. Defendeu grandes bolas e por muito pouco não foi o nome do jogo.
Lateral-direito: Aurier (Costa do Marfim) – Mesmo entrando apenas no segundo tempo, Drogba ajudou e muito na vitória da Costa do Marfim por 2 a 1 diante do Japão. Mas, o posto de melhor jogador do embate, ficou para o lateral-direito Aurier. Foi dele as duas assistências para gols de Bony e Gervinho. Na marcação, também foi bem, e conseguiu segurar os avanços de Nagatomo.
Ainda merece destaque Cuadrado, da Colômbia. Conhecido mundialmente por sua técnica aliada a força física, Cuadrado provou mais uma vez porque é uma das referências da Colômbia. Na estreia da seleção na Copa do Mundo, diante da Grécia, o lateral não se intimidou e participou diretamente de dois gols. Na defesa não compromete e foi importante para que os colombianos deixassem o gramado sem levar gols.
Zagueiro: John Brooks (EUA) – Foi o grande herói da partida. John Brooks entrou na vaga de Besler e garantiu a vitória dos EUA sobre a Seleção de Gana. Ele marcou o gol da vitória aos 40 minutos do segundo tempo. Zusi cobrou escanteio e Brooks subiu sozinho para testar pras redes e garantir a vitória norte-americana, a primeira, já que a seleção foi derrotada por Gana em 2006 e 2010. Destaque para Hummles, da Alemanha, que se mostrou seguro nas poucas vezes em que Portugal atacou os alemães.
Zagueiro: Rafa Marquéz (México) – Experiente, o ex-zagueiro do Barcelona mostrou, na partida contra camarões, que ainda tem muita lenha para queimar. Exercendo o papel de líbero, permitiu que os alas subissem ao ataque e auxiliou na saída de jogo da seleção mexicana. Como Camarões não teve força ofensiva, teve mais liberdade para criar e mostrar sua maior virtude: o passe.
Lateral-esquerdo: Armero (Colômbia) – Dono do lado esquerdo de campo, a participação do lateral Armero na vitória da Colômbia por 3 a 0 contra a Grécia deu saudades em muitos palmeirenses. O ala jogou o fino da bola. Mais adiantado, apoiou bem o ataque e foi dele o gol que abriu o marcador, em um chute certeiro. Para comemorar, mandou um “Armeration”.
Volante: Valon Behrami (Suíça) – Ele não se sente herói, mas foi o autor do gol da vitória da Suíça sobre Equador. O tento saiu no último minuto da partida. Behrami mostrou que tem qualidade defensivamente e sabe se apresentar com perfeição no campo de ataque. Olho nele!
Meia: Oscar (Brasil) – Para muitos o melhor jogador na estreia da Seleção Brasileira na vitória diante da Croácia por 3 a 1. Antes do embate, Oscar foi o único que viveu a incerteza sobre sua titularidade na equipe, já que vivia com a sombra de William. Na partida, porém, mostrou o seu valor. O Brasil começou perdendo, mas o jogador não “desapareceu”, chamou a responsabilidade, deu a assistência para o gol de empate marcado por Neymar, fez o lançamento que originou o pênalti em Fred e era o responsável pela a maioria das jogadas de ataque. Para coroar, deixou sua marcar no final do embate.
Meia: Robben (Holanda) – Jogada em velocidade, corte para esquerda e gol de Robben. Essa jogada é sempre vista no futebol alemão e voltou a se repetir em solos brasileiros. O atacante holandês tem essa como a maior arma, todos sabem, mas sempre dá certo. Contra a atual campeã do Mundo, Espanha, não foi diferente. O craque “comeu” a bola. Foi disparado o melhor jogador em campo, correu o tempo todo, marcou duas vezes e poderia ter feito ainda mais. A vitória por 5 a 1, pelo incrível que pareça, foi de bom tamanho pelo o que a Holanda apresentou em campo.
Vale também destaque para Valdívia, do Chile. Um dos poucos jogadores que atuam no Brasil na Copa do Mundo, Valdívia lembrou em muito as suas boas partidas com a camisa do Palmeiras. O meia não fez nenhuma jogada de muito efeito, mas foi o responsável pela liga entre o meio e o ataque, além de ser um dos jogadores que mais tocaram na bola. Sua presença em campo, foi importante para a vitória do Chile por 3 a 1 diante da Austrália. Seu bom desempenho foi consagrado com um golaço.
Atacante: Campbell (Costa Rica) – Responsável por bagunçar a defesa do Uruguai, foi o autor do primeiro gol costarriquenho e ainda fez a assistência no terceiro gol, com um lindo passa para Ureña. Arriscou chutes de fora da área o jogo inteiro e tentou lances individuais até o experiente Maxi Pereira perder a paciência e chutar a canela do atacante, provocando a expulsão do zagueiro.
Outro que jogou bem foi Alexis Sánchez, do Chile. O Chile começou a Copa do Mundo arrasador. Todos esperavam uma goleada, mas no final acabou sofrendo com a pressão australiana e foi difícil segurar uma vitória por 3 a 1. Méritos muito para o atacante Alexis Sánchez. O jogador abriu o placar, deu assistência para o gol do palmeirense Valdívia e foi a melhor opção chilena no ataque em toda a partida.
Atacante: Müller (Alemanha) – O atacante Müller não poderia ter começado a Copa do Mundo de forma melhor. Ele anotou três dos quatro gols alemães na goleada sobre Portugal, por 4 a 0. Sem falar que Müller chegou a oito tentos em Mundiais. E olha que Müller pode jogar tranquilamente na meia. Na frente do gol, o atacante tem toda a calma e precisão de um matador.
Ainda na Holanda, merece destaque Van Persie. Ao lado de Robben, foi o responsável por massacrar a Espanha na vitória por 5 a 1. A vingança da perda do título do Mundial passado esteve à altura pelo o que o jogador apresentou em campo. O atacante vive grande fase e provou isso ao marcar dois gols na partida. Um deles, um golaço. Após receber cruzamento de longa distância, ele praticamente voou para desviar de cabeça e encobrir o goleiro Casillas. O terceiro só não veio, pois a bola bateu caprichosamente na trave.
Atacante: Neymar (Brasil) – Com apenas 22 anos de idade, Neymar carrega o peso de ser o grande craque da Seleção Brasileira em uma Copa no próprio país. Logo na estreia, já brilhou. Ao lado de Oscar, foi o grande destaque na vitória de 3 a 1 sobre a Croácia. Foi dele o golaço que originou o empate do Brasil, além de ter convertido o pênalti marcado em cima de Fred. O craque saiu de campo ovacionado pela torcida brasileira.
Técnico: Ottmar Hitzfeld (Suíça) – Na rodada com grandes jogos e viradas brilhou a estreia do técnico Ottmar Hitzfeld. A Seleção da Suíça venceu o Equador, por 2 a 1, com gol no último minuto. Detalhe: os dois autores dos gols suíços foram jogadores que entraram no decorrer da partida. Ottmar Hitzfeld colocou Mehmedi na vaga de Valentin Stocker e Seferovic no lugar de Josip Drmic.
Destaque para Louis van Gaal, técnico da Holanda. O treinador transformou a Holanda de coadjuvante a protagonista e logo na primeira rodada. Também pudera! O time de Louis van Gaal meteu 5 a 1 na Espanha, atual campeã mundial.





































































































































