Ex-Ponte Preta, Ulisses visita o Santo André e relembra bons momentos

Ele visitou as instalações do Bruno José Daniel nesta quarta-feira

Ele visitou as instalações do Bruno José Daniel nesta quarta-feira

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Santo André, SP, 19 (AFI) – Muito antes de nomes como Dedimar, Júlio César, Elvis, Sandro Gaúcho e tantos outros serem idolatrados pelo torcedor andreense, o Santo André possuía na figura de Ulisses, como um dos protagonistas nos primeiros times montados pelo clube. E é esse ídolo que reviveu um pouco do passado na última quarta-feira ao visitar as instalações do Bruno José Daniel.

Atacante com passagens por clubes como Ponte Preta, Juventus e Paulista, o hoje senhor, de 72 anos, atuou pelo único campeão nacional do Grande ABC de 1970 até 1974, ano que contribuiu pela primeira campanha de expressão feita pela agremiação com o vice-campeonato no Estadual. Nesse período, o ex-jogador também se tornou um dos seus principais artilheiros com 19 gols marcados, números que o colocam entre os vinte principais goleadores da história ramalhina.

Disposto a aceitar o desafio proposto pelo amigo e presidente na época, Wigand Rodrigues dos Santos, o antigo atacante ressaltou a importância que teve nos primeiros anos do Esporte Clube Santo André. “O futebol da cidade naquele momento precisava ser reativado. E a minha vinda junto de outros jogadores como Odarci, Jairzinho, Lapola e Elias fez com que o clube crescesse, mesmo com as dificuldades”, explicou.

Ulisses
0002050004662 imgNão satisfeito com as contribuições feitas apenas dentro de campo, Ulisses teve papel fundamental ao exercer a função de treinador na base durante os anos 70, quando revelou craques como Arnaldinho, Bona, Rodolfo e Rômulo. Na década de 90 voltou ao Santo André e chegou a dirigir uma nova geração talentosa composta por Ramalho, Adauto, Fábio Reis e tantos outros.

Em relação a esse período, o ex-técnico relembrou como era feito o trabalho nas categorias menores do Ramalhão. “O que fazíamos era reunir todos aqueles jovens, cuja maioria vinha da várzea, e dávamos oportunidade para demonstrarem o seu talento”, contou.

Com tantas boas recordações, o hoje torcedor do Santo André não esconde a satisfação de ter participado de todo o processo de desenvolvimento do clube. “Guardo comigo a alegria de ter feito parte dessa rica história. Vivenciei junto de meus companheiros como tudo começou e consegui ver o auge alcançado com o título da Copa do Brasil”, concluiu.