Seleção FI da Copa com paredão, formação ofensiva e muitas curiosidades

Portal FI traz a Seleção FI da Copa do Mundo com uma formação bastante ofensiva, no 3-4-3

Com espetáculos nas arquibancadas e bons jogos nas quatro linhas, o Mundial de 2014 está contrariando as previsões mais pessimistas. Tanto que a média é de 2,94 gols por partida.

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Campinas, SP, 22 (AFI) – Se a primeira rodada empolgou, a segunda serviu para consolidar a Copa do Mundo do Brasil como uma das melhores dos últimos tempos. Com espetáculos nas arquibancadas e bons jogos nas quatro linhas, o Mundial de 2014 está contrariando as previsões mais pessimistas. Tanto que a média é de 2,94 gols por partida.

Esta segunda rodada, além de confirmar a boa qualidade da Copa, também serviu para eliminar nada menos que cinco seleções: Camarões, Austrália, Bósnia, Espanha e Inglaterra, sendo as duas últimas campeãs mundiais. Por outro lado, Holanda, Chile, Colômbia, Costa Rica, Argentina e Bélgica já se classificaram.

0002050005617 imgDiante de uma rodada com tamanhas alternativas, o Portal FI traz a Seleção FI da Copa do Mundo com uma formação bastante ofensiva, no 3-4-3. Destaque para os goleadores, que formam um meio e ataque goleadores, com as presenças de craques como Messi e Suárez. Para comandar este esquadrão, o escolhido foi o colombiano Jorge Luís Pinto, que dirige a Costa Rica.

Fatos curiosos e que merecem destaque:

TEMPO TÉCNICO
A toda poderosa Fifa, que promove suas competições, fatura bilhões de euros e não paga nenhum imposto ao país-sede ainda comete o absurdo de promover jogos em horários impróprios, como aqueles que começam às 13 horas, com sol escaldante. Domingo, por exemplo, houve um jogo no Maracanã neste horário. O mínimo que deveria acontecer era o “tempo técnico”, um em cada parte do jogo. Era uma cooisa simples: dar dois minutos em cada período e descontar do intervalo.

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O ANIMAL
Alex Song, de Camarões, mereceu o cartão vermelho desta rodada. O jogador do Barcelona mostrou total falta de “Fair Play” ao desferir um soco nas costas do atacante da Croácia Mandzukic. É bem verdade que depois ele surpreender seu próprio técnico numa coletiva, ao interromper e pedir desculpas. Nisso ele foi digno. Mas pisou feio na bola.

O MAGO
Messi, o argentino camisa 10. Só ele mesmo para salvar a Argentina diante de um bem organizado Irã. Ele savou os hermanos aos 46 minutos do segundo tempo com um golaço, sem ângulo, num chute em curva. Tirou um coelho da cartola. Mais uma vez!

LAMPEJO
Mal fisicamente e sofrendo com uma dor crônica em um dos joelhos, Cristiano Ronaldo definitivamente não faz uma boa Copa. Após passar desapercebido na estreia, CR7 voltou a jogar mal – embora não tenha faltado luta – e não conseguiu marcar seu gol. Ainda assim, no último minutos, teve um lampejo do craque ele é e fez um cruzamento primoroso para Varela manter Portugal com sobrevida.

O GUERREIRO
Dempsey, dos Estados Unidos, que entrou com o nariz quebrado, olho roxo e marcou o gol da virad dos americanos. Ele fez o gol de barriga em sua terceira Copa do Mundo. Só que no final o time da “Torcida USA” deixou o campo decepcionada com o empate sofrido (2 a 2) com POrtugal, com um gol aos 50 minutos do segundo tempo.

Veja os destaques da rodada:

Goleiro: Ochoa (México)
O Brasil pode até não ter apresentado um grande futebol, mas ainda assim poderia ter batido o México por uma diferença tranqüila de gols. Isso não fosse o “paredão” Ochoa, que fez ao menos uns três milagres.

0002050005619 imgZagueiro: Varane (França)
Embora ainda não seja unanimidade no Real Madrid, o defensor francês 21 anos tem sido um gigante na zaga dos “Le Bleus”. A França conta com um meio-campo ofensivo e laterais que sobem, mas Varane continua garantindo que a zaga siga segura.

Zagueiro: Boye (Gana)
Auxiliado pelo excelente e sólido sistema de marcação de Gana – que começa pelos dois atacantes -, Boye foi um dos grandes nomes no empate com a Alemanha, por 2 a 2. Apesar dos gols, a seleção germânica teve enormes dificuldades para penetrar a defesa africana.

Zagueiro: Kompany (Bélgica)
Titular absoluto do Manchester City, Kompany foi o grande nome na vitória apertada sobre a Rússia. Se os bons meio-campo e ataque da Bélgica não têm brilhado, o xerifão está garantindo lá atrás.

Volante: Aránguiz (Chile)
Mais uma vez o Internacional prova que tem um bom “staff” para garimpar talentos. Ele chegou neste ano da Universidad de Chile-CHI e já despontou como melhor jogador no início do Brasileirão. Na Copa, está mantendo o nível. Foi um dos destaques na histórica vitória sobre a Espanha, marcando inclusive um gol.

Meia: Byan Ruiz (Costa Rica)
O experiente meia-atacante infernizou a defesa italiana. Se na estreia o atacante Campbell brilhou, grande parte dos “louros da vitória” da Costa Rica na segunda rodada devem ser credenciados a Bryan Ruiz, que marcou o gol da vitória.

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Meia: Messi (Argentina)
O trocadilho usado pela imprensa argentina, Messi-Messias, nunca coube tão bem a “La Pulga”. Messi foi discreto em praticamente os 90 minutos contra o frágil Irã. Mesmo assim, no finalzinho, na hora do vamos ver, ele resolveu. E com um golaço.

Meia: Dempsey (Estados Unidos)
Embora seja meia, atuou como atacante central contra Portugal. E mesmo fora de sua posição, infernizou a perdida defesa portuguesa. Movimentando-se pelos dois lados e abusando da velocidade, criou inúmeras oportunidades de gol. Em uma delas, fez de barriga.

Atacante: Benzema (França)
Na primeira rodada, ele fez dois gols e não entrou na seleção. Desta vez, fez um gol, deu passe para outro, mas perdeu um pênalti sofrido por ele mesmo. Isso não foi suficiente para apagar o brilho de sua atuação. Mesmo jogando fora da área, com Giroud enfiado entre os zagueiros, Benzema foi o principal nome no setor ofensivo.

Atacante: Mandzukic (Croácia)
O grandelhão do multicampeão Bayern de Munique não pôde enfrentar o Brasil, na estréia, por conta de uma suspensão. E Felipão pôde ver nesta segunda rodada do que se livrou. Contra Camarões, o centroavante mostrou uma ótima presença de área e marcou dois gols.

Atacante: Luís Suárez (Uruguai)
Há um mês, Suárez deixou o hospital depois de fazer uma cirurgia no joelho. Àquela altura, poucos acreditavam em sua recuperação. Pois nesta rodada, “Luisito” mostrou que não é deste mundo. No sacrifício, ele entrou em campo e marcou dois gols, que mantiveram o Uruguai vivo e eliminaram a Inglaterra.

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Técnico: Jorge Luis Pinto (Costa Rica)
Se o Brasil passa por uma crise técnica entre seus treinadores, poderia aprender um pouco com o comandante da Costa Rica. Colombiano, mas que se formou na profissão aqui no Brasil, ele deu uma aula de tática contra a Itália. Com um elenco modesto, conseguiu montar uma seleção sólida na defesa e rápida para chegar ao ataque. Enquanto isso, Felipão se apoia no velho discurso motivacional para tentar conquistar o hexa. Acorda, Felipão!