Preparação de Portugal à Copa do Mundo foi bem ‘meia boca’

Portugal se despedirá desta Copa do Mundo após o confronto contra os africanos de Gana

O gol do português Varela aos 49 minutos do segundo tempo, que provocou empate por 2 a 2 com os Estados Unidos, não deve mudar a projeção natural de que Portugal se despedirá.

O gol do português Varela aos 49 minutos do segundo tempo, que provocou empate por 2 a 2 com os Estados Unidos, não deve mudar a projeção natural de que Portugal se despedirá desta Copa do Mundo após o confronto contra os africanos de Gana.

Primeiro porque Gana tem mais time que os Estados Unidos e teoricamente terá mais chances de vencer os portugueses. Segundo porque Portugal não se preparou adequadamente para a competição.

O desnível físico dos norte-americanos para os portugueses foi flagrante. Enquanto jogadores dos EUA como o lateral-direito Johnson, meio-campista Jones e meia-atacante Dempsey ‘voavam’ em campo, portugueses como Eder e o próprio Varela, apesar do gol de empate, estavam presos e chegavam sempre atrasado nos lances.

Bolas jogadas na velocidade para os atacantes norte-americanos provocavam dificuldade para a zaga portuguesa acompanhar na corrida.

Portanto, mesmo com falta de criatividade e não dispor de um grupo de jogadores de qualidade técnica acima da média, a Seleção dos Estados Unidos mostrou que se preparou adequadamente à competição, diferentemente de Portugal.

CR7
Viu-se Cristiano Ronaldo, eleito o melhor do mundo ano passado, apenas com alguns lampejos ao longo da partida, muito pouco para quem deveria ser o diferencial.

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Tá certo que os seus companheiros de ataque Nani e Eder estão bem aquém de atletas inscritos para disputa de Copa do Mundo, e, exatamente por isso ele, CR7 deveria chamar a responsabilidade para decidir.

Lamentavelmente o futebol português carece de melhor qualidade técnica comparativamente a outras seleções européias. Também não poderia trazer ao Brasil um grupo de jogadores se arrastando fisicamente.

RELACIONAMENTO
A rigor, questiona-se até o relacionamento no grupo de jogadores portugueses. Até onde as imagens geradas pelo setor de comunicação da Fifa mostraram, na comemoração do primeiro gol da seleção de Portugal, através de Nani, o astro CR7 não se aproximou daqueles que se abraçaram efusivamente. A menos que ele tenha chegado depois e a TV não tenha mostrado.

De prático, durante o primeiro tempo, CR7 criou apenas uma boa situação aos 42 minutos, quando puxou um contra-ataque ao seu estilo e serviu Nani em boas condições de finalizar. Aí houve defesa do goleiro Howard e, no rebote, o mesmo Nani sofreu falta que o CR7 cobrou e desperdiçou.

No segundo tempo CR7 errou algumas cabeçadas e só teve participação ativa no cruzamento que encontrou a cabeça de Varela para o gol de empate, no final. Pouco, muito pouco.

Assim, valeu a estada dos portugueses em Campinas, de certo devem ter gostado da cidade, mas está clara a lição de que preparação à Copa do Mundo deve ser feita com mais seriedade.

Ainda quanto aos Estados Unidos, e velocidade espantosa de seu ala Johnson é digna de registro. Embora canhoto, mostra a boleiros em geral que é possível se condicionar para trabalhar a bola com o pé direito e jogando pelo setor direito.

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