Prefeitura de Jundiaí lamenta morte de Giba, o “Cidadão Jundiaiense”

O treinador entrou para a história da cidade graças a passagem vitoriosa pelo Paulista

O treinador entrou para a história da cidade graças a passagem vitoriosa pelo Paulista

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Jundiaí, SP, 24 (AFI) – O mundo do futebol amanheceu mais triste nesta terça-feira, após a confirmação da morte do técnico Giba Maniaes, de 52 anos, que foi vítima de uma doença no rim chamada de amiloidose. Com o título de “Cidadão Jundiaiense”, o ex-treinador de Guarani e do próprio Paulista foi homenageado pelo prefeitura de Jundiaí, que lamentou o seu falecimento.

0002050006430 img“O prefeito de Jundiaí, Pedro Bigardi, manifesta profundo pesar pela morte do ex-jogador e ex-treinador Antonio Gilberto Maniaes, o Giba. Apesar do nascimento em Cordeirópolis, Giba adotou Jundiaí como “sua casa” e a colocou em destaque por várias vezes, quando dirigiu o Paulista nos títulos da Copa São Paulo de 1997, do Campeonato Paulista da Série A2 e do Campeonato Brasileiro da Série C, ambos em 2001. Aos familiares e amigos do ex-treinador, nossas condolências. O reconhecimento do esforço de Giba e todas as alegrias que ele proporcionou aos torcedores do Galo ficarão guardados eternamente dentro dos nossos corações”, publicou em nota oficial a prefeitura de Jundiaí.

Giba nunca escondeu o orgulho de ser considerado “Cidadão Jundiaiense”. Em contato com o Portal Futebol Interior, na época, o treinador revelou a alegria em ter comandado o Paulista e chamou em diversas vezes a cidade de Jundiaí como a sua casa. O ex-jogador está marcado na história como o segundo técnico com mais partida pelo Galo. Em 140 jogos, foram 65 vitórias, 34 empates e 41 derrotas.

CARREIRA VITORIOSA
Ex-lateral de Corinthians, Guarani e Inter de Limeira, Giba foi titular do Timão no primeiro título brasileiro de sua história, em 1990. Ele sempre foi ídolo de torcedores por todos os clubes em que passou.

Como treinador, iniciou a carreira no Etti Jundiaí (hoje Paulista) e é um dos maiores ídolos do clube. Ele ainda dirigiu Sport, Joinville, Guarani, São Caetano, Ipatinga e muitos outros clubes importantes do futebol brasileiro.

Giba foi um profissional dedicado, tanto como jogador como também como técnico. Por isso mesmo, acumulou amigos por todos os clubes por onde passou. Fora de campo vivia para família, a quem priorizava. Esta passa a ser mais um fato trágico para a esposa Débora, que há alguns anos perdeu os pais num acidente de ônibus que voltava de Caldas Novas (GO).

Ídolo como técnico no Paulista de Jundiaí, seu último clube a dirigir no Campeonato Paulista. Ano passou ficou orgulhoso ao extremo de receber o título de “Cidadão Jundiaiense”.

Recebeu vários convites após deixar o Paulista, como da Portuguesa e do Bragantino. As recusou por conta da doença nos rins que, em princípio, exigia um afastamento do trabalho por três meses. Embora tenha jogado no Guarani, sonhava um dia dirigir a rival Ponte Preta.

“Com aquela torcida do lado fica mais fácil vencer jogo”. E como participou do primeiro título nacional pelo Corinthians, também esperava um dia comandar o time do Parque São Jorge. “Seria o auge para minha carreira de técnico”.