Blog do Ari: Não há favorito entre Brasil e Chile

Se chilenos contam com a força do conjunto, brasileiros apostam em Neymar

Se chilenos contam com a força do conjunto, brasileiros apostam em Neymar

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Agora é hora de a onça beber água. Como dizia o saudoso radialista esportivo Nadir Roberto, da Rádio Nova Sumaré, ou vai ou racha, ou arrebenta a caixa. Brasil e Chile entram nesta etapa semifinal da Copa do Mundo da Fifa em situações rigorosamente iguais, e qualquer que seja o resultado da partida na tarde deste sábado, na Arena Mineirão, estará dentro da normalidade.

É correta a avaliação de que no papel o time brasileiro é superior, mas na prática ainda não repetiu aquilo que mostrou na Copa das Confederações, ano passado.

Claro que também é confortável ao time brasileiro o irrestrito apoio da torcida em Belo Horizonte (MG), mas não nos esqueçamos que a torcida chilena também fará barulho.

0002050007507 imgTeoricamente o momento do Chile é ligeiramente superior ao do Brasil. Taticamente os chilenos estão com um time mais bem distribuído em campo, numa compactação que permite multiplicar o número de jogadores na marcação, assim como contar com a chegada de vários jogadores ao ataque.

BOLA AÉREA

O contraponto desfavorável ao Chile é a bola aérea defensiva, onde as falhas já foram evidenciadas neste próprio Mundial da Fifa, e podem ser exploradas pelos brasileiros.

Considere, igualmente, que apesar da instabilidade do time do Brasil, se Neymar estiver num dia inspirado, neste sábado, é capaz de destruir marcação dupla e até tripla que provavelmente será programada sobre ele.

Portanto, este é um jogo de imprevisibilidade, qualquer coisa pode acontecer.

Sendo assim, se o Brasil avançar na competição, ótimo. Ganha moral nas quartas-de-final e firmará o conceito de candidato ao título.

Se eventualmente for eliminado, também não é motivo para caça às bruxas. Exceto uma ou outra exceção de jogador que poderia fazer parte do atual grupo, a maioria concorda com a convocação daqueles que lá estão. Desta maneira, cabe aceitar que é isto que se tem para o futebol brasileiro no momento.