Blog do Ari: Brasil precisa melhorar pra não parar no meio do caminho

Colômbia se valeu do coletivo e de individualidades para se classificar

Colômbia se valeu do coletivo e de individualidades para se classificar

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E vem a Colômbia por aí no caminho do Brasil na sexta-feira da semana que vem. E ambos com rendimentos bem distintos nas partidas que disputaram neste sábado. Os colombianos de James Rodrigues, artilheiro desta Copa do Mundo da Fifa com cinco gols, sobraram em campo na vitória por 2 a 0 sobre o Uruguai, enquanto a Seleção Brasileira ganhou daquele jeito dos chilenos: nos pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação.

A Colômbia ratificou o futebol coletivo também mostrado pelo Chile, com o diferencial de que conta com algumas individualidades. Os meias James Rodríguez e Cuadrado são extremamente habilidosos. O atacante Martínez sabe jogar e o lateral-direito Zuniga tem muita força física pra levar a bola ao ataque.

Pesaria contra a Colômbia não ter tradição em Copa do Mundo? Ela pode respeitar demasiadamente o Brasil e não render aquilo que é capaz, como fez o Chile? Só o jogo em si dirá.

SEM FAVORITISMO
Na postagem anterior que ficou truncada – e o pessoal da redação não se preocupou em arrumar -, foi citado que não havia favorito na partida entre Brasil e Chile.

0002050007750 imgAvaliei que taticamente os chilenos têm um time mais bem distribuído em campo, numa compactação que permite multiplicar o número de jogadores na marcação, assim como contar com a chegada de vários jogadores ao ataque.

Dito e feito. Por fim, houve a citação de que apesar da instabilidade do time do Brasil, se Neymar estivesse num dia inspirado poderia destruir marcação dupla e até tripla que os chilenos programariam.

Na prática Neymar foi praticamente anulado e o time brasileiro ‘viveu’ basicamente de alguns lampejos de diferentes jogadores, muito pouco para quem projeta disputar o título.

Se até marcar o gol contra o Chile o rendimento do time brasileiro foi tido como aceitável, após o empate a partida ficou equilibrada.

Já no segundo tempo, o Chile teve produção ligeiramente melhor, sem contudo ser contundente. E o Brasil facilitava o trabalho dos chilenos no meio de campo, porque novamente os volantes Luís Gustavo e Fernandinho ficaram sobrecarregados na marcação, e isso implicou mais uma vez em laterais presos na marcação. Tudo porque Oscar se posicionou pelo lado direito do campo e Hulk do outro lado. Assim, quando a bola era reposta pelos defensores brasileiros, o que se via era ligação direta ao ataque, o que facilitava o trabalho de destruição dos defensores chilenos.

PRORROGAÇÃO
O Brasil teve mais volúpia apenas no segundo tempo da prorrogação, quando o Chile já se arrastava em campo e apostava na definição através dos pênaltis. E se deu mal. Ou melhor: o goleiro Júlio César fez a diferença. Soube se adiantar nas cobranças de pênaltis e praticou duas defesas, redimindo-se do insucesso da Copa da África do Sul há quatro anos, quando foi um dos culpados na eliminação para a Holanda.

A rigor, ainda no segundo tempo, Júlio César praticou uma daquelas defesas que garantem o bicho dos companheiros, e teve sorte no minuto final da prorrogação, quando o time chileno chutou uma bola que explodiu no seu travessão.

O Chile caiu de pé e mostrou a montagem do melhor time de todos os tempos.

Ao Brasil restou a certeza que, se não melhorar, pode ficar pelo meio do caminho.