Por que França e Alemanha tiveram tantas dificuldades?

Exceto o holandês Robben, falta individualidade que decide no futebol europeu

Exceto o holandês Robben, falta individualidade que decide no futebol europeu

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Por que França e Alemanha tiveram tantas dificuldades para passar pelos africanos da Nigéria e Argélia, nos jogos da tarde desta segunda-feira?

Estes europeus se organizam bem taticamente, se apresentam no campo ofensivo com o maior número possível de jogadores, só que na maioria das vezes se esbarram quando se defrontam com forte marcação adversária, como ocorreu nos jogos contra Nigéria e Argélia.

0002050008347 imgA França respirou aliviada com os 2 a 0 sobre a Nigéria apenas no final da partida, enquanto a Alemanha teve o gostinho da vitória na prorrogação, quando saiu na frente e viu a extenuada Argélia se arrastar em campo. Mesmo assim os alemães tomaram um susto quase no final, quando sofreram um gol na vitória por 2 a 1.

Bem, ainda falta aos europeus ‘fabricarem’ o talentoso jogador sul-americano. Aquele capaz de, em circunstâncias como a desta segunda-feira, improvisar e quebrar o ‘protocolo’ de defesas adversárias. Por ora, o único europeu com este rótulo tem sido o atacante holandês Robben.

Sul-americanos como Neymar, Messi, James Rodríguez e Cuadrado, rompem defesas com bom balanço, dribles, pedaladas e arrancadas com a bola bem perto dos pés. Individualizam as jogadas e decidem.

Por estas razões não dá pra projetar quem pode chegar à final. De repente Brasil, Argentina e Colômbia podem até não dispor da organização tática dos europeus, mas quem duvida que podem ser bem sucedidos se marcarem bem os europeus e apostarem em uma bola através de seus talentos?

Nesta discussão a Holanda coloca em campo a sua boa postura defensiva e o seu decisivo atacante Robben.

Eis a questão: apostar em seleções com individualidades capazes de decidirem jogos ou crer na impecável organização tática como a Alemanha?

NIGÉRIA

No caso específico da Nigéria, não se pode dizer que jogou na retranca. Claro que sem a bola o time se recompunha com rapidez, mas quando a recuperava investia no campo ofensivo com muita gente. E até a metade do segundo tempo foi melhor que a França e até poderia ter saído em vantagem. Por fim, prevaleceu a experiência dos franceses que se soltaram mais, mostraram ousadia e aproveitaram chances criadas.

Já a Alemanha enfrentou uma situação diferente. Os argelinos apostaram um sólido bloco defensivo e, quando recuperavam a bola, usavam velocidade nos contra-ataques.

Correram demais. Suportaram o zero a zero no tempo normal, mas aí faltou perna na prorrogação.

O desnível físico contra uma bem preparada Alemanha é fatal. Na prorrogação a Argélia deixou brechas que o adversário tão bem soube aproveitar.