Copa 2014: Dividido, Zé Roberto vê Brasil x Alemanha 'fantástico'

Em terras germânicas, Zé Roberto viveu o auge de sua carreira na década passada

Em terras germânicas, Zé Roberto viveu o auge de sua carreira na década passada

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Porto Alegre, RS, 07 – O duelo desta terça-feira entre Brasil e Alemanha, pelas semifinais da Copa do Mundo, vai deixar o meia Zé Roberto com o coração dividido. Ao mesmo tempo que defendeu a seleção brasileira em dois Mundiais, o jogador do Grêmio passou mais de uma década de sua carreira em clubes alemães e, por isso, considera o país como sua “segunda casa”, assim como diz estar prevendo um confronto “fantástico” no Mineirão.

Zé Roberto quando atuou no Bayern

Zé Roberto quando atuou no Bayern

Em terras germânicas, Zé Roberto viveu o auge de sua carreira na década passada. Jogou no Bayern de Munique, onde conquistou quatro vezes o Campeonato Alemão em duas passagens pelo clube, que ele defendeu entre 2003 e 2006 e entre 2007 e 2009. Antes, já havia ajudado o Bayer Leverkusen a alcançar a final da Liga dos Campeões e o vice-campeonato do Campeonato Alemão na temporada 2001/2002.

O sucesso na Alemanha fez com que o meia de 40 anos fosse frequentemente convocado para a seleção brasileira, pela qual participou dos Mundiais de 1998 e 2006 e conquistou por duas vezes a Copa América e a Copa das Confederações.

Com toda essa experiência de ambos os lados, o jogador espera um grande jogo no Mineirão. “A Alemanha tem um time forte, com muita obediência tática. É assim nos clubes e eles conseguem refletir na seleção. E quando há uma equipe sólida, a qualidade individual aparece e pode fazer a diferença na hora da decisão. Já o Brasil está jogando em casa, mostrando muita força e vibração durante as partidas”, avaliou, por meio de declarações distribuídas nesta segunda-feira por sua assessoria.

Nem a lesão de Neymar faz com que Zé Roberto aponte um favorito para o duelo. “A perda do Neymar vai unir ainda mais o grupo, que fará de tudo para dedicar o hexa a ele. Por isso, espero um jogo fantástico, de encher os olhos”, afirmou.

O meia completou 40 anos no último domingo, mas não soube apontar qual seria o melhor presente em relação ao jogo de terça. “Meus filhos nasceram na Alemanha, vivi muitos anos lá, virou minha segunda casa. Então vou ficar feliz e triste ao mesmo tempo, independentemente do ganhador”, dividiu-se.