Blog do Ari: Quem sempre defendeu Felipão não tem o direito de criticá-lo

Treinador quis desafiar a flagrante superioridade alemã e o Brasil levou um passeio

Treinador quis desafiar a flagrante superioridade alemã e o Brasil levou um passeio

Quem sempre viveu na base de afagos ao treinador Luiz Felipe Scolari, o Felipão, agora não passa de oportunista ao disparar a metralhadora na direção dele. É míope de leitura de futebol tanto quanto o treinador.

Na mídia não faltavam ufanistas que transmitiram ao torcedor a falsa impressão de que o Brasil teria boas chances contra os alemães nesta semifinal da Copa do Mundo. E agora eles têm que engolir os 7 a 1 para os alemães.

Na coluna pré-jogo eu cobrava que argumentassem em que se poderia fundamentar boas chances de vitória do Brasil neste jogo. Tradição? Torcida a favor? Que boleiros poderiam se superar em campo por causa da ausência de Neymar?

Ora, em Copa do Mundo jogador atua no seu limite. Não tem esta de algo mais, de tentativa de superação, seus inocentes. Além de Neymar, o zagueiro Thiago Silva estava suspenso. Logo…

Não precisa ser sábio no futebol para admitir que a mínima chance de o Brasil surpreender os alemães seria se encolher como fizeram outras seleções que humildemente reconheceram a superioridade do adversário.

E o alerta aqui era pra se jogar por uma bola, como fazem os pequenos e frágeis clubes.

A soberba de Felipão impediu isso. Ele parecia o orientador de pugilista que se agrada ao vê-lo com a guarda baixa e partindo pro ataque, ignorando que o forte adversário poderia colocá-lo a nocaute a qualquer instante.

Em vez de trancar o time o treinador escalou o atacante Bernard e o meio de campo brasileiro ficou escancarado.

Dito e feito. A Alemanha não precisou de meia hora para nocautear o time brasileiro com aquele inacreditável 5 a 0.

Claro que não se esperava aquele passeio dos alemães, apesar da pane geral do time brasileiro.

HOSPITALIDADE

Em respeito à hospitalidade da população da Bahia, os alemães resolveram tirar o pé depois dos cinco. A partir dali, o que eles mais queriam era se poupar pro jogo que decide campeonato no domingo, quando vão enfrentar Argentina ou Holanda.

Esta afrouxada dos alemães permitiu que o Brasil criasse chances com Paulinho e Oscar logo no início do segundo tempo, em bolas defendidas pelo goleiro Neuer.

E a Alemanha continuava cozinhando o galo até que o treinador Joachim Löw imaginou que pudesse retomar a brincadeira de bola de infância, nos campinhos, na base do vira cinco e acaba dez. Por isso colocou em campo o atacante Schurrle no lugar do já cansado Klose, e o vibrante substituto se encarregou de marcar mais dois gols, fora o desperdício de outra de mais três reais chances de gols da Alemanha. As outras foram com Muller e Ozil.

A coluna jamais foi levada pelo ufanismo da mídia em geral e retratou com fidelidade a participação do Brasil nesta Copa do Mundo. E nem por isso esta geração brasileira de boleiros perdedores deve ser massacrada.

É o que temos para o momento, com suposta melhora aqui e acolá se alguns boleiros esquecidos estivessem nesta Copa, contudo sem nada consistente para mudar a trajetória. O Brasil foi até onde seria possível chegar.