Blog do Ari: Quando a Argentina ficou sem pernas deu Alemanha
Que falta de educação do povo brasileiro ao vaiar a presidente Dilma!
Que falta de educação do povo brasileiro ao vaiar a presidente Dilma!
Quando a bola parou de rolar no Estádio do Maracanã na noite deste domingo e a ‘lemãozada’ comemorou o título desta Copa do Mundo do Brasil com justiça, fomos desmentidos sobre a frieza deles. Comemoraram pra valer. Parecia festa de brasileiro. Vibram tanto quanto o latino.
Que situação constrangedora à presidente do Brasil, Dilma Rousseff, ao entregar o troféu de campeão à Alemanha debaixo de vaia! Que falta de educação do povo brasileiro presente no Maracanã! Dilma não viu a hora de deixar aquele local.
Deslocada e mal-humorada, entregou o troféu ao capitão alemão Lahm repetindo gesto de atleta participante de prova de revezamento quando passa o bastão a um companheiro. E tudo sem falar absolutamente nada. De certo, se tivesse que falar alguma coisa diria ‘pega isso’.
A terceira citação que precede a análise em si do jogo desta vitória da Alemanha sobre o Argentina por 1 a 0, na prorrogação, é rasgar elogios pela realização desta Copa do Mundo da Fifa no Brasil. Como foi lindo a integração dos povos! Memorável esta invasão de sul-americanos no país – principalmente argentinos sem ingressos. Valeu.
TÍTULO MERECIDO
Se na prática qualquer que fosse o vencedor da partida no tempo normal de jogo não haveria contestação, na prorrogação só deu Alemanha porque os argentinos já não tinham pernas e pretendiam arrastar a definição através das cobranças de pênaltis.
Aí os argentinos foram castigados por enfrentarem o time alemão sempre inteiro, que tomou iniciativa de ataque mesmo esbarrando-se na boa marcação adversária.
A postura da Argentina foi basicamente com três jogadores na cabeça da área, casos de Mascherano, Biglia e Enzo Pérez, além dos laterais Zabaleta e Rojo jogarem relativamente presos à marcação.
Assim, coube ao meia Messi o papel de articulação e chegada ao ataque com arrancadas. Só que bem marcado e cansado ainda no segundo tempo do jogo, realizou poucas jogadas.
Portanto, o desafogo da Argentina no primeiro tempo era com o atacante Lavezzi, que puxava os contra-ataques em velocidade.
Assim, ela teve chances de ouro pra ganhar o jogo, principalmente nos pés do atacante Higuaín que ficou cara a cara com o goleiro Neuer e chutou a bola pra fora.
Embora com número inferior de oportunidades criadas, a Alemanha também chegou lá, colocou uma bola na trave dos argentinos e perseguiu um futebol ofensivo de começo ao fim do tempo normal.
Com aquela configuração de primeiro tempo, inexplicavelmente Lavezzi foi substituído no intervalo pelo improdutivo e desleal atacante Aguerro. Além dele perder todas as jogadas que participou, ainda acertou uma cotovelada no meio-campista alemão Schweinsteiger e deveria ter sido expulso.
SABELLA ERRA
A rigor, desta vez o treinador Alejandro Sabella mexeu mal no time. Mesmo cansado, Enzo Pérez é mais importante para o time argentino de que o questionável volante Gago.
Assim, a minguada capacidade ofensiva da Argentina foi pras ‘cucuias’. Disso se aproveitou a persistente Alemanha, que a todo instante trabalhou a bola no campo ofensivo em busca de um atalho na defensiva adversária para completar o lance. E isso foi conseguido através do novato Gotze, que havia substituído o veterano Klose.
O título alemão premia um trabalho iniciado há seis anos com uma concepção de jogo bem definido de valorização de posse de bola, muita movimentação ofensiva, repertório de jogadas ensaiadas e foco de todo time da necessidade de recomposição rápida sem a bola.
De certo, este bom planejamento da Alemanha será copiado pela maioria, e quem ganha com isso é o futebol.





































































































































