Blog do Ari: Brasil precisa aprender as lições em campo desta Copa do Mundo

Planejamento da Alemanha deveria ser copiado pelos demais

Planejamento da Alemanha deveria ser copiado pelos demais

Antes de voltarmos à vida doméstica de Ponte Preta e Guarani, ainda há rescaldo desta empolgante Copa do Mundo da Fifa no Brasil, principalmente da discussão sobre aquilo que o futebol brasileiro pode absorver.

Vi rasgados elogios ao treinador holandês Van Gaal, mas tenho lá minhas ressalvas. O atacante Van Persie não jogou nada contra o Brasil, andou em campo no segundo tempo e foi mantido até o final. Deu o passe para o segundo gol? Sim, mas recebeu a bola em impedimento. Jogou com o nome, assim como o meia Sneijder nas partidas anteriores.

Três treinadores se destacaram, o principal dele o alemão Joachim Low. No selecionado da Alemanha não há espaço para o chamado volante de contenção. Tem que saber jogar até com passes mais longos como fizeram Schwensteiger e Kramen. E o meia Kroos, apesar da apurada visão de jogo, não se furta a também participar da marcação, o mesmo ocorrendo com os atacantes Muller e Ozil que jogam pelas beiradas do campo. O que falar do zagueiro Hummels? Que baita jogador! Raramente é driblado, lembra Ricardo Rocha no quesito antecipação, e quando desarma o adversário sabe sair de trás com a bola.

Na Alemanha até o goleiro Neuer tem que saber jogar de líbero, e por isso não há preocupação de se modificar a postura de uma defesa que joga em linha.

Quem não consegue montar um time de jogadores qualificados fica na dependência de um treinador competente que saiba distribui-los bem em campo. E Jorge Luis Pinto, da Costa Rica, mostrou como isso se faz.

Elogios também para o alemão Jürgen Klinsmann que sabiamente montou aquele bem compactado time dos Estados Unidos, que na projeção natural entrará cotado como um dos favoritos ao título da Copa do Mundo de 2022 no Catar.

BRASIL

E o Brasil? Só o atacante Neymar e a dupla de zaga de Thiago Silva e David Luís devem estar garantidos para 2018. Os demais estão num nível abaixo de um time de ponta.

Oscar? Jogador mais ou menos em termos de Copa do Mundo. O processo de reciclagem do grupo terá que ser radical, e para isso o jeito é ficar de olho nos novos valores que deverão surgir, já com novo treinador no lugar de Luiz Felipe Scolari, o Felipão.

A meta para se evitar erros de passes de curta e média distância precisa incutida na boleirada em geral. Multiplicidade de função dos jogadores em campo terá que ser trabalhada.

A concepção de time compactado, de forma que jogadores sejam distribuídos basicamente numa faixa de 40 metros da primeira a última linha, precisa ser colocada em prática.

O espelho está aí, basta a treinadorzada colocar em prática.