Paulo César garante: “Sentiremos saudades desta Copa!”
O jogador destacou o alto nível das seleções que estiveram no país e faz projeções para o futuro
O jogador destacou o alto nível das seleções que estiveram no país e faz projeções para o futuro
Campinas, SP, 16 (AFI) – Enquanto busca oportunidades no mercado de trabalho para cargos em comissões técnicas, o ex-lateral da Seleção Brasileira, Paulo César, acompanhou diversas partidas da Copa do Mundo, realizada no Brasil. Encantado com as diversas partidas emocionantes deste Mundial, o ex-jogador pode enumerar diversas qualidades da Copa.
“As equipes tradicionalmente mais fracas vieram com muita determinação para a Copa. Irã, Gana, Austrália e Honduras, mesmo eliminadas na primeira fase, mostraram um alto poder defensivo e deram trabalho para os adversários. E não podemos esquecer Grécia e Costa Rica, que fizeram jogos memoráveis e, de zebras, se tornaram sensações. Essas equipes aproveitarão muitas coisas boas para 2018”, analisou.
Para ele, Colômbia e Bélgica fizeram um bom papel em 2014 e podem mostram mais na Rússia. “A Colômbia não foi zebra. Estava bem ranqueada antes da Copa e era apontada como uma das equipes que poderiam surpreender e cumpriram seu objetivo, apresentando um grande futebol. Já a Bélgica era quase uma realidade, por contados novos talentos desta geração, mas não foram tão bem tecnicamente”, disse.
As zebras, como sempre, ofuscaram seleções de prestígio, como Itália, Inglaterra e Espanha. “Espanha e Itália, para mim, foram grandes surpresas negativas. São os times que fizeram a final da última Eurocopa e prometiam muito, mas jogaram muito aquém do que podem e foram facilmente eliminadas ainda na primeira fase. Acho que a Inglaterra não veio com tanta moral, por terem muitos jovens no elenco. É uma equipe que precisa de mais tempo para mostrar seu valor”, explicou.
Ex-atleta de Paris Sain-Germain e Toulouse, Paulo César gostou das atuações da França no Brasil. “A França veio para o Mundial cercada de incertezas, principalmente pela falta do Ribéry. Mas o (técnico Didier) Deschamps soube armar bem o time e conseguiu extrair o melhor dos jogadores, para suprir essa ausência. A expectativa era de chegar entre os oito melhores e eles alcançaram sua meta. Com certeza, darão muito trabalho em 2018”, comentou.
Já com relação ao futebol brasileiro, PC espera que haja uma grande e profunda reformulação na filosofia de trabalho do país. “O Brasil decepcionou em todos os sentidos. A equipe não estava preparada para disputar a Copa, jogando em casa. Faltou equilíbrio tático e emocional. O Felipão, que é mestre neste tipo de competição, cometeu erros incompreensíveis. A falha não pode ser esquecida. Tem que ser absorvida e tirar lições de tudo o que aconteceu. O Brasil é o país do futebol e passou por uma vergonha muito grande”, finalizou.





































































































































