Série B: Ponte Preta usa venda de César para quitar salários atrasados
Ponte lucrou pouco mais de R$ 1 milhão do total de R$ 9 milhões do negócio de César
Os dois meses de salários atrasados, que vinham causando um grande mal estar, foram quitados na manhã desta sexta pela Ponte Preta.
Campinas, SP, 18 (AFI) – O elenco da Ponte Preta ganhou uma motivação a mais para buscar a vitória contra o Avaí, nesta sexta-feira, em Florianópolis, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Isso porque os dois meses de salários atrasados, que vinham causando um grande mal estar, foram quitados na manhã desta sexta.
Para conseguiu acertar as pendências, a Macaca contou com sua parte na venda do zagueiro César ao Benfica-POR. Embora o clube campineiro não tivesse parte nos direitos econômicos, possuía o direito de abocanhar cerca de 15% pelos direitos de vitrine. Com isso, lucrou pouco mais de R$ 1 milhão do total de R$ 9 milhões do negócio.
A Ponte estava devendo aos jogadores os salários, que deveriam ser pagos nos dias 25 de maio e 25 de junho. Agora, o clube terá mais sete dias para correr atrás de recursos para quitar o próximo vencimento, que será no dia 25 de julho.
Os atrasos salariais causaram muita insatisfação de alguns jogadores dentro do grupo. Os atacantes Edno e Alexandro relataram o problema em suas entrevistas recentes e, sempre que podiam, davam indiretas na frente dos jornalistas para cobrar a diretoria.
NOVA REALIDADE
Um dos principais fatores para a volta dos atrasos na Ponte, após muitos anos, foi a redução drástica das cotas de TV. Em 2013, o clube recebeu cerca de R$ 20 milhões pela disputa do Brasileirão, mas neste ano terá direito a pouco mais de R$ 3 milhões, divididos em dez parcelas para disputar a Série B.
O abismo entre a arrecadação do ano passado em relação a 2014 pode ser observado na folha salarial. No Brasileirão, o time alvinegro possuía uma folha de R$ 1,5 milhão, enquanto, agora, ela gira em torno de R$ 450 mil.
Por conta desta nova realidade, a diretoria alvinegra tem optado por trazer jogadores por empréstimos de grandes clubes. São os casos do zagueiro Tiago Alves e do atacante Miguel, ambos do Palmeiras, e do meia-atacante Roni, do São Paulo. Todos chegam com salários pagos pelos clubes de origem.





































































































































