Blog do Ari: Com ataque fraquíssimo a Ponte perde jogo que poderia no mínimo empatar
Cafu, Alexandro e Edno estão jogando mal e Dado Cavalcante deveria repensar outro modelo
Cafu, Alexandro e Edno estão jogando mal e Dado Cavalcante deveria repensar outro modelo
A Ponte Preta está com um ataque de riso. O trio ofensivo formado por Cafu, Edno e Alexandro não está jogando absolutamente nada, e nesta derrota por 1 a 0 para o Avaí nesta sexta-feira, em Santa Catarina, nenhum deles pode reclamar que a bola não chegou. Ela chegou e todos ficaram de mano com zagueiros adversários em condições de completar as jogadas, mas mostraram deficiência técnica.
A rigor, Edno está sem mobilidade e sem força para o arranque curto exigido do atacante para se desvencilhar do adversário e completar a jogada. Ao longo da partida seu chute a gol foi uma ‘magrela’ sem rodas.
Aquela tropeçada na bola de Alexandro, ainda no primeiro tempo, é o reflexo de seu rendimento no time pontepretano. E ele não pode justificar que a bola não chegou, porque aos 18 minutos do segundo tempo recebeu um passe açucarado quase na entrada da área, ficou de mano com o adversário, e, em vez da finalização – o recomendável para a ocasião – foi passar a bola a um companheiro e presenteou o adversário.
Cafu tem ‘apanhado’ da bola. Tenta o drible e é desarmado com incrível facilidade. E nem a dedicação ao recuar para ajudar na marcação justifica a sua escalação entre os titulares. Paradoxalmente, as duas únicas chances de gols da Ponte Preta ao longo da partida foram em finalizações dele. Uma no primeiro tempo, quando chutou torto e a desperdiçou; outra quando tentou cruzar a bola e ela ganhou efeito, obrigando o goleiro Vagner a fazer defesa difícil.
Portanto, neste jogo especificamente não se pode repetir o discurso de que a ausência de meia de armação qualificado teria sido o fator predominante para o tropeço. Claro que se a Macaca tivesse esse jogador, muito melhor. Só que nesta partida a bola chegou até além da conta aos atacantes, mas eles tiveram atuação comprometedora. Isso deveria obrigar o treinador Dado Cavalcante a repensar outro modelo ofensivo para o time.
ABAFA E EQUILÍBRIO
No geral, o time pontepretano correu, se desdobrou em campo, mas sem a devida coordenação e com equívocos na escalação. O abafa ofensivo no início da partida assustou o Avaí, que se desfazia da bola de qualquer maneira, facilitando o domínio territorial da Ponte.
E por que a Ponte encontrava facilidade para trabalhar a bola? Porque o Avaí contava com dois meias lentos e que não marcavam – casos de Marquinhos e Cléber Santana – e além disso o volante Eduardo Costa também estava sem mobilidade.
Logo, havia liberdade até para volantes pontepretanos trabalharem a bola no campo ofensivo e acertarem passes curtos a atacantes, que não souberam dar prosseguimento às jogadas mesmo diante da defesa catarinense com claros buracos, tanto que Cafu ficou livre na área e perdeu o gol feito.
Na metade daquele período o Avaí passou a colocar a bola no chão e mesmo com um meio de campo cadenciado conseguiu equilibrar a partida e ameaçou duas vezes através do hábil atacante Anderson Lopes, uma delas chutando a bola para fora.
GENINHO
Foi o período em que o treinador Geninho, do Avaí, deslocou Anderson Lopes da direita para a esquerda, para jogasse nas costas do lateral-direito Daniel Borges, da Ponte, que atacava seguidamente.
Entretanto, no intervalo, Geninho refletiu que Daniel Borges errava bastante com a bola nos pés e ordenou que Anderson Lopes voltasse para o lado direito, e liberou totalmente o seu lateral-direito Bocão para atacar e fazer jogadas combinadas pelo setor.
Assim, sobraria um corredor para que o lateral-esquerdo Thiago Carleto pudesse atacar e criar jogadas.
Pronto. Mesmo com os ineficientes medalhões Cléber Santana e Marquinhos o Avaí cresceu de produção pelos lados do campo e chegou ao gol em cobrança de falta através de Carleto, em lance que a barreira pontepretana foi formada por apenas quatro jogadores, e tanto Alef quanto Elton a abriram de medo da bolada.
Depois disso Geninho inteligentemente colocou o rápido atacante Roberto no lugar do já cansado Paulo Sérgio com objetivo de puxar os contra-ataques, e com isso segurou o volante pontepretano Juninho, que ficou na cobertura dos zagueiros Thiago Alves e Luan.
A Ponte se mandou ao ataque, mas sem jogadas trabalhadas com Daniel Borges pela direita e com a clara deficiência técnica de Bryan pela esquerda. Assim, teria que ser absorvida pela marcação do Avaí, mesmo com as trocas no ataque.
Está claro que este time da Ponte tem limitações, jogadores como Edno e Alexandro precisam ser cobrados para render mais, e o treinador Dado Cavalcante deveria refletir nas observações feitas a partir do mau resultado em casa diante da Portuguesa.
Informo ainda que estamos com problemas técnicos para liberação imediata de comentários. A expectativa é que o pessoal do Departamento de Tecnologia possa resolver isso neste sábado, para que voltemos aquilo que era antes.





































































































































