Ponte acerta com Renato Cajá, mas pede ajuda a empresário e torcida

Para pagar os salários do meia, Ponte terá ajuda de empresário e fará campanha com torcedores

Macaca encaminhou, nesta quinta-feira, a contratação do meia Renato Cajá, que deve ser anunciado até a próxima semana para a sequência do Campeonato Brasileiro da Série B.

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Campinas, SP, 24 (AFI) – Vivendo sua pior crise em dez anos, a Ponte Preta se apoia no retorno de um ídolo recente para tentar diminuir a pressão por resultados. Em meio a uma turbulência, que começou com a queda do técnico Dado Cavalcanti, a Macaca encaminhou, nesta quinta-feira, a contratação do meia Renato Cajá, que deve ser anunciado até a próxima semana para a sequência do Campeonato Brasileiro da Série B.

Nos corredores do Estádio Moisés Lucarelli, já há quem confirme o negócio. A falta de credibilidade do clube, após “vazar” a informação das contratações dos técnicos Marco Aurélio, Silas e Ricardinho, todas fracassadas – nesta quinta anunciou Guto Ferreira. Fato que faz qualquer um ficar com um pé atrás até que Renato Cajá apareça com a camisa 10 em campo.

A Ponte fez uma proposta ao Guangzhou Evergrande, da China, que teria aceitado. Ainda não há detalhes sobre valores que o meia receberia no time alvinegro. Hoje, estima-se que ele receba algo em torno de R$ 370 mil dos chineses. Já é certo, porém, que para pagar os vencimentos a Ponte contará com ajuda de um empresário e fará uma campanha para ter a ajuda da torcida também. Isso se o negócio sair do papel, é claro.

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Renato Cajá pode chegar para amenizar crise

A contratação de Renato Cajá virou quase que uma obsessão na Ponte. Durante o recesso para a Copa do Mundo, o jogador pediu para usar a estrutura do clube para se manter em forma. Ele deseja voltar ao Brasil, já que sua esposa acabou de ter mais um filho.

A prioridade do meia é acertar com a Ponte. Até porque ele tem residência em Campinas. O maior obstáculo, até o momento, é o alto salário que recebe do clube chinês. Na primeira proposta, o time de Campinas havia se disposto a pagar apenas 20% do valor, cerca de R$ 70 mil.

NOVA REALIDADE
Onerar sua folha salarial é a última coisa que a Ponte deseja neste momento. Após muito tempo, o time voltou a conviver com atraso de salários. Um dos principais fatores para isso foi a redução drástica das cotas de TV. Em 2013, o clube recebeu cerca de R$ 20 milhões pela disputa do Brasileirão, mas neste ano terá direito a pouco mais de R$ 3 milhões, divididos em dez parcelas para disputar a Série B.

O abismo entre a arrecadação do ano passado em relação a 2014 pode ser observado na folha salarial. No Brasileirão, o time alvinegro possuía uma folha de R$ 1,5 milhão, enquanto, agora, ela gira em torno de R$ 450 mil.

Por conta desta nova realidade, a diretoria alvinegra tem optado por trazer jogadores por empréstimos de grandes clubes. São os casos do zagueiro Tiago Alves e do atacante Miguel, ambos do Palmeiras, e do meia-atacante Roni, do São Paulo. Todos chegam com salários pagos pelos clubes de origem.