Ponte não teve equilíbrio para sustentar vantagem e precisa se contentar com empate
Muita coisa ainda terá que ser arrumada no time pontepretano, principalmente nas laterais
Num jogo de seis gols, empate no Maranhão com o Sampaio Corrêa foi melhor para a Ponte Preta
Este empate da Ponte Preta com o Sampaio Corrêa por 3 a 3 na tarde deste sábado no Maranhão sugere vários questionamentos. O resultado em si foi bom por ter sido obtido fora de casa? Ganhando por 2 a 0 até os 20 minutos do primeiro tempo seria possível o time pontepretano sustentar a vantagem? Depois que a equipe maranhense virou o placar e criou outras oportunidades para dilatá-lo, o resultado de empate teria sido injusto? Como a Ponte vai se arrumar nesta Série B com jogadores que oscilam tanto?
Que tal iniciar a abordagem pela última questão? Qual o exercício mental que o treinador pontepretano Guto Ferreira fará pra dar equilíbrio a este time? E a torcida ainda pode ter esperança de acesso à elite do Campeonato Brasileiro?
Primeiro a necessidade da arrumação defensiva e aí a certeza que do quarteto defensivo apenas Thiago Alves teria lugar garantido. Seu companheiro de zaga Gilvan ainda peca pela instabilidade e a projeção natural é que a volta de Diego Sacoman seja imprescindível.
LATERAIS
E os laterais? Raciocinou corretamente Guto Ferreira quando definiu por Juninho na lateral-direita e, por exclusão, a manutenção de Bryan na outra lateral para iniciar a partida com o Sampaio Corrêa.
Aí, no intervalo, foi dada nova chance ao lateral Daniel Borges e o que se viu foi o rapaz abalado, com medo de jogar. Mais da metade das bolas que recebeu ele optou por recuá-las. O restante ele preferiu se desfazer delas e entregá-las a quem estivesse mais próximo. Assim, evitando jogada pessoal, o raciocínio era redução de erro. Isso é reflexo da falta de confiança. Por isso é melhor nem aproveitá-lo até que o time se estabilize.
Defensivamente é aquele Daniel Borges sobejamente conhecido e que marca mal. Onde ele estava no lance que originou o terceiro gol do Sampaio Corrêa? Deveria estar postado no setor, e não exigir cobertura de Thiago Alves.
ADRIANINHO
Treinador de futebol tem que ser um pouco político e acertadamente Guto Ferreira colocou o meia Adrianinho pra jogar duas partidas seguidas, para que posteriormente sequer pudessem suspeitar de qualquer tipo rejeição ao futebol do rapaz.
Foi o suficiente para Adrianinho mostrar o obsoleto estilo de só alongar a bola, e com alto índice de erro. Na prática, o futebol moderno exige meias participativos, de mobilidade, que cheguem à área adversária e finalizem.
Agora Adrianinho vai apenas conferir, do banco de reservas, que Renato Cajá tanto organiza jogadas como encosta nos atacantes. E faz gols de faltas aos montes.
Convencionando-se que o meia Roni entre em forma rapidamente, é natural se projetar rendimento mais efetivo dos homens de ataque.
Assim, o quebra cabeça fica na definição dos laterais. Bryan é fraco. Até defensivamente – seu maior ponto de equilíbrio – foi falho diante do Sampaio Corrêa, que concentrou a maioria das jogadas ofensivas pelo setor dele, através do rápido e hábil ala Hiltinho.
JUNINHO
Por que a Ponte não segurou a enorme vantagem por 2 a 0? Por falhas individuais de seus jogadores. Precisava Juninho cometer o pênalti? O campo estava acabando pro adversário e ainda havia um jogador pontepretano na sobra, provavelmente Thiago Alves.
A rigor, é a segunda partida consecutiva que Juninho – outrora um dos mais regulares do time – não tem correspondido.
Onde estava Bryan no lance que originou o segundo gol do Sampaio Corrêa? Como o lateral foi facilmente envolvido ao longo da partida, o time maranhense criou jogadas por ali e exigiu boas defesas do goleiro Roberto.
Pior é que ofensivamente Bryan pouco acrescenta. Cruza mal e não aparece como condutor de bola, preferindo sempre alongá-la, e de forma errada.
Portanto, paradoxalmente, apesar de a Ponte estar vencendo a partida por 2 a 0, o empate por 3 a 3, no frigir dos ovos, foi injusto para o rápido time maranhense, que teve maior volume de jogo e criou as principais chances criadas de gols.
Aquele gol de cabeça do atacante Rafael Costa no final da partida caiu do céu para a Ponte, que pouco criou na partida. Os primeiros dois gols foram frutos basicamente de erros do Sampaio Corrêa, o primeiro através do goleiro Luiz Muller e o segundo pela indecisão do miolo de zaga.





































































































































