Confusão na Série D rende punição a Central-PE e Campinense
Por ação de torcedores, clubes perderam dois mandos de campo com portões fechados e terão que desembolsar multa de R$ 20 mil
Por ação de torcedores, clubes perderam dois mandos de campo com portões fechados e terão que desembolsar multa de R$ 20 mil
João Pessoa, PB , 05 , (AFI) – O episódio de confusão, bombas e a saída de um torcedor ferido do Lacerdão rendeu punição alta a Central e Campinense. As equipes foram julgadas na noite desta terça, dia 5 de agosto, e acabaram punidas com a perda de dois mandos com portões fechados e multa de R$ 20 mil a cada um. O resultado foi unânime da Segunda Comissão Disciplinar e cabe recurso.
Central e Campinense se enfrentaram no último dia 27 de julho pela Série D do Campeonato Brasileiro. Na partida, o árbitro Michael Vinícius Santos Freitas relatou momentos de tensão vivido pelos torcedores presentes no estádio Lacerdão.

“Informo que ao retornar para o início do 2º tempo, observou-se lançamentos de pedras vindo de fora do estádio em direção a torcida do Campinense. Tal fato, foi controlado pelo policiamento. Informo ainda, que aos dois minutos do 2º tempo, a partida foi paralisada, pois a ambulância teve que se ausentar do estádio para socorrer um torcedor não identificado que estava no local destinado a torcida do central, onde teria sido atingido por um artefato de fogo lançado de fora do estádio. Tal fato paralisou a partida por 22 minutos, sendo a mesma reiniciada normalmente após o retorno da ambulância”, narrou o árbitro.
Após acesso a súmula e a imagens da partida, a procuradoria do STJD denunciou Central e Campinense pelo lançamento de objetos e desordem ocorrida. Pelos atos os clubes foram enquadrados duas vezes nos artigos Art. 213 incisos I e III e §§ 1º e 2º do CBJD n/f do Art. 69-B do RGC/CBF cumulados com o Art. 184 do CBJD.
Em julgamento, os clubes apresentaram provas de vídeo e tentaram reforçar que os acontecimentos ocorreram na parte de fora do estádio.
“Eu vi o noticiário deste jogo: bomba, torcedor ferido, como se tivesse havido um conflito na faixa de gaza. O mesmo torcedor aparece em várias fotos como se fossem vários. A desordem partiu da parte de fora do estádio e o vídeo confirma isso. Alguns torcedores chegaram atrasados e tentaram entrar sem revista. Se revoltaram e lançaram um rojão no estádio. Dentro do estádio não aconteceu e nem está relatado nada na súmula”, defendeu Osvaldo Sestário, advogado do Central.
Para a defesa do Campinense, representada pelo advogado Fernando Lamar, não há nenhum indício de que a torcida do Campinense realizou infração. “Em momento algum fica claro que houve algum ato pela torcida do Campinense. A súmula do árbitro também não diz que as pedras foram atiradas pelos torcedores do Campinense”, disse Lamar que, em seguida, pediu a absolvição do clube.
Após ouvir as defesas, o relator Nicolao Constantino justificou seu voto. “As imagens mostram que tudo ocorreu também dentro do estádio. A prova documental é clara, objetiva e não paira qualquer sombra de dúvida, o que é reforçado pelo árbitro na súmula”. Diante das provas da procuradoria, Nicolao condenou ambas as equipes com a perda de dois jogos com portões fechados e multa de R$ 20 mil. Os auditores Jurandir Ramos, Manoel Bezerra e Jonas Lopes votaram com o relator.
O advogado do Central prometeu recorrer e levar o caso para novo julgamento no Pleno, última instância da justiça desportiva brasileira.
Jogos com portões fechados ao torcedor:
Campinense x Baraúnas – 10/08
Campinense x Coruripe – 31/08
Central x Coruripe – 10/08
Central x Jacuipense – 31/08





































































































































