Falcão diz que gostaria de ter dirigido o Brasil na Copa

Para ele, Dunga, escolhido como substituto de Felipão, amadureceu, mas precisará lidar bem com as críticas

Para ele, Dunga, escolhido como substituto de Felipão, amadureceu, mas precisará lidar bem com as críticas

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Campinas, SP, 12 (AFI) – Pouco mais de 30 dias depois de o Brasil ser goleado por 7 a 1 pela Alemanha, na semifinal da Copa do Mundo, Paulo Roberto Falcão revelou que gostaria de ter treinado a seleção brasileira na competição. Segundo o ex-jogador, um dos grandes craques do Brasil no Mundial de 1982, essa era a intenção quando aceitou voltar ao Internacional como técnico, em abril de 2011. Á época, Mano Menezes estava à frente do time nacional.

“Quando eu voltei em 2011 para o Internacional, queria dirigir a seleção brasileira na Copa 2014, mas houve um boicote da diretoria (do clube gaúcho)”, disse Falcão, em entrevista concedida ao programa Roda Viva, da TV Cultura.

O treinador, que fez história como jogador no Internacional, ressaltou que não pôde contar com um bom time na sua última passagem pelo Beira-Rio. Na ocasião, o treinador dirigiu a equipe em 19 partidas, com apenas oito vitórias e cinco empates (aproveitamento de 50,9%). Pouco depois, o volante do Brasil no Mundial de 1982 assumiu o Bahia, levando o time à conquista do Campeonato Baiano depois de dez anos de jejum do time em estaduais.

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Falcão opinou sobre a Seleção Brasileira no Roda Viva, da Cultura

Para Falcão, faltou liderança em campo durante a derrota para a seleção alemã, na semifinal do Mundial. “Deu um apagão geral. É difícil ganhar da Alemanha, mas não dá pra perder desse jeito. Faltou alguém dentro do campo para acalmar o time. Todo mundo ficou desesperado”, disse.

Em relação à renovação da equipe após o fiasco na Copa, Falcão afirmou que manteria alguns jogadores. Se Daniel Alves e Marcelo fossem mantidos, o treinador escalaria três zagueiros, para que o apoio ao ataque fosse tranquilo. “Neymar seria um segundo atacante. E buscaria um camisa 9”, disse.

Para ele, Dunga, escolhido como substituto de Felipão, amadureceu, mas precisará lidar bem com as críticas. Falcão assumiu a seleção brasileira após a campanha ruim do time de Sebastião Lazaroni na Copa de 1990, mas também não teve sucesso. “Tentei fazer uma renovação também. Mas a qualidade não era tão boa quanto hoje. A safra na época era ruim”, apontou.