Presidente Alberto Ferrari, do Grêmio Barueri, promete ir atrás de dinheiro para pagar, mas time deve dar WO na Série
Alberto Ferrari, da Academia K2, acusa ex-parceiros, diz não ter dinheiro e que vai fechar os portões do Barueri na próxima quarta-feira, quando deixar o hospital
Hospitalizado há cerca de três semanas com problemas de apêndice e gastrite nervosa, o presidente do Barueri, Alberto Ferrari, em entrevista exclusiva ao Portal Futebol Interior
Campinas, SP, 15 (AFI) – Hospitalizado há cerca de três semanas com problemas de apêndice e gastrite nervosa, o presidente do Grêmio Barueri, Alberto Ferrari, em entrevista exclusiva ao Portal Futebol Interior, garantiu que na próxima semana vai fechar as portas do clube “simplesmente porque o dinheiro acabou”. Enquanto ele acusa alguns parceiros por abandono, existe a ameaça de que o time nem entre em campo nesta sexta-feira à noite, na Arena Barueri, contra o Operário-MT, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro da Série D. Mesmo acamado, o dirigente garante estar vivendo dias difíceis e promete achar uma solução para o problema.
“Assim que eu sair daqui, na terça ou quarta-feira, vou correr atrás de dinheiro para pode quitar nosso compromissos. Por isso, peço muita compreensão dos jogadores, apesar de entender das dificuldades que eles estão passando”, afirmou Alberto Ferrari ao FUTEBOL INTERIOR.
Acontece que os jogadores não recebem salários há dois meses e direitos de imagens há quatro meses. Para o dirigente, a crise no clube se deve à saída de seus antigos parceiros, entre eles o ex-jogador Edmilson, pentacampeão mundial em 2002, e a empresário Kátia Nakagima, da NK Sports.
“Fiquei numa situação complicada, porque tinha fechado uma parceria com o Edmilson, que inclusive montou todo o time que disputou a Série A2 do Paulista. Mas no meio do caminho ele me deixou sozinho com uma alta folha de pagamento. Foi uma decisão pessoal dele, mas a respeito, porque inclusive somos amigos”, assegura indaga Ferrari.
Ele também acusa a empresária Kátia Nakagima e seu marido, da empresa de marketing NK Sports, de ter prometido empresas e investimentos do Japão “que nunca vieram para os cofres do clube”. Segundo o dirigente “acho até que ela tentou buscar recursos, mas o problema no clube é bastante complexo”, completou.
E mostrou estar totalmente por fora da realidade do clube, com os jogadores ameaçando não entrar em campo sem receber parte do débito. Na quarta-feira, o elenco se reuniu com representantes do Sindicato dos Atletas, acompanhados pelos advogados Thiago Rino e Filipe Rino.
“Na hora que eu mais precisei de ajuda, que fiquei doente, por causa de tanto nervosismo que enfrentei, acabei ficando sozinho, isolado, sem ajuda e abandonado”, se lamenta o dirigente.
SEM SOLUÇÃO
Mesmo no hospital, Alberto Ferrari, sócio-proprietário da rede da Academia K2, diz que não vê solução imediata para quitar os débitos com os jogadores e garante que vai abandonar de vez o futebol, depois de fazer investidas erradas pelo futebol paulista.
“Vou sair do futebol. Tenho que zelar pelo meu nome e minha família não aguenta mais toda esta pressão nas minhas costas. Aliás, meus familiares sempre foram contra a minha atuação no futebol”, afirmou Ferrari.
O empresário e dirigente diz que vai deixar o hospital na próxima terça-feira e que seu primeiro ato no clube acontecerá na quarta-feira, quando “vou passar as chaves nos portões”.
CUMPRIU NA SANTACRUZENSE
Com relação a denúncias de que ele teria deixado a Esportiva Santacruzense com dívidas em 2010, em torno de R$ 80 mil reais, Ferrari também nega de forma veemente. Não houve nenhum rombo, conforme acusações na cidade. Ou foi gerado por algum outro dirigente da cidade.
“Sempre coloquei dinheiro lá na Santacruzense, tanto que fui procurado há quatro meses atrás por Nelson Faca (dirigente do clube e que na época era vice-presidente de Alberto Ferrari) para reassumir o futebol. Quando sai de lá, deixei tudo sanado. Tenho até uma reportagem em que fui parabenizado pelo trabalho lá em Santa Cruz do Rio Pardo”, explicou.
Na verdade, o caso de Alberto Ferrari é típico de empresários ou investidores que pretendem investir no futebol e são mal assessorados ou não contam com a orientação de profissionais competentes e que conhecem bastante a área. Ou caem em mãos perigosas, de pessoas que só pensam em “dar o golpe e encher os bolsos”, sem se importar em atingir metas traçadas pelo projeto.
OS ACUSADOS
Kátia Nakagima, na NK Sports, ficou indignada com as acusações que pesam em suas costas. Segundo ela, o objetivo “era atrair recursos, mas encontramos um clube com má gestão no futebol”. Ela tem sofrido muito com a repercussão do caso e está totalmente decepcionada, inclusive com a saúde e integridade de seus familiares.
“Sou estou no Brasil há dois meses e me deparo com um caso destes”,
O zagueiro Edmilson foi procurado pelo Futebol Interior e não retornou as ligações.





































































































































