Advogados do Sindicato dos Atletas espera por pagamento até 13 horas ou vai garantir o WO do Barueri

Segundo advogados, os jogadores estão convictos da decisão tomada. Eles querem receber tudo até sexta-feira e em dinheiro

O Grêmio Barueri tem tudo para dar WO diante do Operário-MT, nesta sexta-feira à noite, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro da Série D.

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Barueri, SP, 15 (AFI) – O Grêmio Barueri tem tudo para dar WO diante do Operário-MT, nesta sexta-feira à noite, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro da Série D. Quem garante isso são os advogados e irmãos Filipe e Thiago Rino, que assessoram o Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de São Paulo – Sapesp.

Mauro Costa, diretor da Sapesp, e o advogado Filipe Rino, que acompanha o

Mauro Costa, diretor da Sapesp, e o advogado Filipe Rino, que acompanha o “Caso Barueri”.

“Ao que tudo indica os jogadores não entram em campo. Hoje (quinta-feira) eles treinaram normalmente, estão concentrados, mas se não vier o pagamento até 13 horas, eles sairão da concentração e não entram para jogar”, explicou Filipe Rino.

Segundo ele, o Sindicato dos Atletas, tentou chegar num acordo com a diretoria, mas quem resolveria seria o presidente, que estaria internado.

“Mantive contato com um diretor do clube, que pediu prazo, e apenas isto. Nenhum dado concreto, nenhuma garantia. Este dirigente me disse que o presidente estava hospitalizado. Então, perguntei qual hospital e se eu fosse lá encontraria o presidente. Este dirigente me respondeu que está no Santa Marcelina, mas não está internado. Na verdade, o Alberto Ferrari está em casa em repouso e que não tem dinheiro para efetuar os débitos assumidos”, historiou Filipe Rino que atuou ao lado do irmão Thiago Rino.

DECISÃO FIRME E LEGAL

O advogado do Sindicato dos Atletas foi bastante claro na decisão tomada pelos atletas numa reunião realizada quarta-feira.

“O grupo está irredutível e convicto no que deve e vai fazer. Se os pagamentos saírem até às 13 horas entram em campo senão não entram. E não aceitam cheques, tem que ser em dinheiro, porque já vimos muitos cheques sem fundos emitidos por maus dirigentes. Pelo jeito os salários não serão pagos”, explicou Filipe Rino.

O advogado garantiu que os jogadores estão amparados na Lei Pelé para a paralisação de suas atividades, porque não recebem há dois meses os salários e há quatro meses não recebem os direitos de imagem. Tem jogador com pensão alimentícia em aberto com risco de ser recolhido a estabelecimento prisional.

Jogadores fecharam a questão com dirigente da Sapesp e advogados na quarta-feira em Barueri

Jogadores fecharam a questão com dirigente da Sapesp e advogados na quarta-feira em Barueri

“Sem os pagamentos, Eles saem da concentração Às 13h05. Vamos acompanhar para não sofrerem pressão externa”.

O advogado diz que pode parecer uma ação dura, implacável, mas como disse, tem dentre outras situações, pensão de alimentos, que pode mandar injustamente um cidadão para a cadeia.

“Mesmo parecendo dura, forte, parece a única saída de um grupo que já sofreu demais. Falta até comida no alojamento, a cozinha fechou os braços, uma tristeza e uma situação lamentável de se tratar profissionais do futebol”, disse Rino.

BASEADO NA LEI
Segundo os irmãos Rino os jogadores estão amparados com a Lei. É a previsão legal do artigo 32. Tanto as Federações como o clube já foram notificados do fato, da situação e atitude a ser tomada pelo grupo.

“Todo este ciclo fechado (decidir, comunicar e efetivar) foi concluído”, finalizou.

Thiago Rino acha que o “Caso Barueri” deve servir de alerta para outros clubes, que precisam de planejar e fazer uma boa gestão no futebol

Caso o jogo não seja mesmo realizado, já foi preparada uma faixa explicativa para quem fora à moderna e bonita Arena Barueri. A noite promete um palco sem seus principais artistas: os jogadores.