Série C: Guaratinguetá comemora cinco anos do acesso para a Série B

O adversário foi o Caxias, o mesmo deste domingo, pela 11ª rodada da Série C

Neste domingo, Caxias e Guaratinguetá irão se reencontrar no estádio Centenário, pela 11º rodada do Campeonato Brasileiro da Série C.

0002050021691 img

Guaratinguetá, SP, 16 (AFI) – Neste domingo, Caxias e Guaratinguetá irão se reencontrar no estádio Centenário, pela 11º rodada do Campeonato Brasileiro da Série C. O palco, é o mesmo do inesquecível jogo da fase final de 2009, quando o Guaratinguetá conquistou o acesso inédito para a Série B. Os tempos são outros, mas a torcida da Garça não esquece essa conquista.

Estádio centenário no dia do acesso do Guará

Estádio centenário no dia do acesso do Guará

Após a inesperada queda no Campeonato Paulista, o Guaratinguetá teve que se reestruturar para o Campeonato Brasileiro da Série C. A missão era recuperar a auto-estima do torcedor e recolocar o clube no caminho das vitórias. Para isso, Carlos Arini, presidente da época e ídolo da torcida, conduziu todo o processo de reestruturação e montagem do time, logo após o descenso. De imediato, o dirigente selou a permanência de dois ícones da torcida: o zagueiro Rocha e o maestro Nenê.

Candido Farias, o Candinho, iniciou no comando da equipe, no entanto uma derrota na estreia para o Ituitaba-MG (atual Boa Esporte), acabou deixando o clube, dando lugar para outro grande treinador Vilson Tadei, que em 2006 havia sido o técnico no acesso da Série A2. Junto com ele chegou o preparador físico Cléber Augusto.

Com o campeonato em andamento, alguns reforços chegaram para dar mais estabilidade ao time. Foram contratados Jackson (lateral direito), Junior Paulista (volante), Samuel (zagueiro), Anderson Luis (volante e lateral) e o atacante Renato Santiago, que pouco jogou na campanha, mas contribuiu bastante com sua experiência.

Mesmo enfrentando adversários tradicionais, o Tricolor do Vale se superava a cada embate e após uma vitória na última rodada da fase contra o Ituitaba, por 2 a 1 com dois gols do atacante Laécio, artilheiro e destaque da equipe, todos enfim puderam comemorar a classificação para a fase decisiva.

O Caxias (RS), primeiro colocado do grupo D, seria o rival nas quartas de final. No primeiro duelo disputado no Ninho da Garça, brilhou a estrela do zagueiro Rocha, que anotou os dois gols na vitória por 2 a 0. Com a vantagem adquirida no jogo de ida, a equipe foi confiante para o duelo final, no estádio Centenário, que recebeu uma multidão de 25. 128 pagantes, recorde de publico do estádio até os dias atuais.

Apesar de toda pressão e de ter saído atrás do placar, o Tricolor do Vale calou o abarrotado Centenário. Aos 42 minutos do segundo tempo, após receber passe de Diego Dedoné, Edu Pina empatou para o Guaratinguetá. Após o apito final do mineiro Alicio Pena Junior, o que se viu foi uma festa incrível por parte dos guerreiros da Garça, do ótimo goleiro César Luz, passando pelo pulmão de aço César Santiago, até comissão técnica, diretoria e torcida.

Para o então presidente Carlos Arini, “após a queda no Paulistão tinha uma tristeza, primeiro selamos a permanência dos jogadores Rocha e Nenê. A chegada do Vilson Tadei foi fundamental. O time foi crescendo em todos os sentidos ao longo da competição. Funcionários, comissão técnica, jogadores e isso acabou refletindo na torcida. Foi inesquecível’’.

Já para o técnico Vilson Tadei, grande comandante da equipe, a emoção foi muito grande. “O grupo aceitou bem nossa filosofia de trabalho e conduzimos com muito êxito. Teve um gosto especial, colocamos o Guaratinguetá entre os grandes do Brasil”.

Na semifinal, a Garça foi derrotada nos pênaltis pelo América-MG, mas depois deste feito quem se importava? O fato é que o inédito acesso para a Série B estava garantido e a missão mais do que cumprida.