Série D: Grêmio Barueri tem dois portugueses trabalhando de forma ilegal

Os dois profissionais vieram para o país à pedido de Alberto "Ferrari" e não possuem registro de trabalho

As denúncias contra o Grêmio Barueri e seu mandatário, o empresário Alberto “Ferrari” crescem a cada dia. Agora, o clube é acusado de empregar dois profissionais portugueses.

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Barueri, SP, 19 (AFI) – As denúncias contra o Grêmio Barueri e seu mandatário, o empresário Alberto “Ferrari” crescem a cada dia. Agora, o clube é acusado de empregar dois profissionais portugueses de foram ilegal. O auxiliar-técnico Antônio João Martins Leão Torres e o meia Filipe Aguiar fazem parte do elenco e comissão técnica da Abelha, mas possuem apenas visto de turismo no Brasil.

Os dois profissionais são ancorados por Alberto “Ferrari”, que sempre achou que a “internacionalização” atraísse mais capital ao clube, o que não aconteceu. Eles chegaram junto com o antigo treinador, o também português Paulo Fernandes.

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Filipe Aguiar, o meia português do Barueri

Tanto Filipe Aguiar como o auxiliar-técnico Antônio Torres, não possuem registro de trabalho no Brasil e, portanto, são considerados trabalhadores ilegais no país, o que demonstra mais uma tentativa de mascarada de Alberto “Ferrari” como dirigente do clube paulista.

O advogado que defende os jogadores contra o Grêmio Barueri, Thiago Rino, diz que o desejo dos dois profissionais é retornar para Portugal para não terem problemas maiores com a justiça local, mas como os salários estão atrasados desde julho, eles ainda cobram o recebimento do clube.

“Como não estão devidamente registrados, os dois profissionais podem passar de irregulares para ilegais e daí o problema na justiça será para eles. O clube precisa pagar logo o que deve a eles, porque o desejo de ambos é retornar para Portugal. Só vieram para cá pela proposta do Grêmio Barueri, que não foi cumprida”, disse.

COMO ASSIM FERRARI?

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Alberto “Ferrari”? Como assim?

Responsável pelo vexame dos jogadores não entrarem em campo por falta de pagamento, o presidente do time de Barueri se passa por quem não é, se apresentando como Alberto “Ferrari”, quando, na verdade, seu nome é José Alberto Dias Jeremias, português de nascimento e hoje com 55 anos.

O mais grave é que “Ferrari” já havia tido o mesmo procedimento quando esteve à frente da Santacruzense, deixando de pagar jogadores e fornecedores do clube em 2012. Ainda assim, continuou ligado ao futebol seja através de sua empresa Acadêmia K2 Sports, seja como dirigente, tendo assumido o Grêmio Barueri.