Vai sair? Álvaro Negrão não desmente renúncia à presidência no Guarani
Após passar os últimos dias em uma viagem nos Estados Unidos, o dirigente foi a Bragança Paulista para ver o duelo entre Guarani e Bragantino
Álvaro Negrão acabou questionado sobre a possibilidade de entregar o cargo no Guarani. E, para a surpresa de quem estava em volta, o cartola não negou o rumor.
Campinas, SP, 01 (AFI) – As especulações de bastidores de que Álvaro Negrão pode renunciar à presidência do Guarani ganharam ainda mais força, na noite nesta segunda-feira. Após passar os últimos dias em uma viagem nos Estados Unidos, o dirigente foi a Bragança Paulista para ver o duelo entre Guarani e Bragantino e acabou questionado sobre a possibilidade de entregar o cargo. E, para a surpresa de quem estava em volta, o cartola não negou o rumor.
“É, existe um movimento político dentro do Guarani. Cheguei, agora, de viagem. Tive um problema com um acidente na estrada, mas tem uma reunião com nosso Conselho de Administração. Até porque, qualquer definição precisa ser feita pelo Conselho”, afirmou, logo que chegou à Bragança à Rádio Central de Campinas.
A saída de Negrão estaria ligada às dificuldades em resolver os problemas financeiros do clube. Desde que assumiu o clube no final de 2012, o dirigente encontra muitas dificuldades para honrar os compromissos.
Os salários constantemente ficam atrasados e, sem receita, o clube tem bancado a maior parte dos débitos através de empréstimos. Há quem diga que, o próprio presidente tenha emprestado ao Bugre quase R$ 7 milhões nestes quase dois anos.
Os problemas financeiros atuais se juntam a uma “bola de neve”. Com uma dívida de cerca de R$ 230 milhões que pode chegar a quase R$ 300 milhões, até a próxima temporada, o Bugre aposta seu futuro na venda do terreno do Estádio Brinco de Ouro.
O problema é que até mesmo a venda do imóvel está complicada. Na a última assembléia de sócios, apenas duas propostas foram apresentadas: do Grupo Senna e da PDG. Nenhuma delas, contudo, teria agradado ao associados. A crise econômica do país também não dá perspectivas animadoras.
Com uma dívida trabalhista que beira os R$ 100 milhões, o Bugre teme que um leilão – ameaça que já o atormentou em duas oportunidades – o faça perder o Brinco por valores inferiores aos de mercado. A venda do imóvel seria uma maneira de evitar a perda do bem.





































































































































