Blatter buscará 5º mandato como presidente da Fifa

Ele e preside a entidade desde a saída de João Havelange, em 1998

O suíço Joseph Blatter vai tentar conquistar o direito de exercer o seu quinto mandato de quatro anos como presidente da Fifa

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Campinas, SP, 08 – O suíço Joseph Blatter vai tentar conquistar o direito de exercer o seu quinto mandato de quatro anos como presidente da Fifa. Estimulado por uma Copa do Mundo bem-sucedida no Brasil e pelo anúncio do presidente da Uefa, Michel Platini, de que não participará da eleição no próximo ano, Blatter, de 78 anos, acredita que terá o apoio suficiente para ganhar novamente.

“Eu vou fazer uma declaração oficial definitiva agora em setembro, quando teremos a reunião do comitê executivo”, disse o dirigente suíço em uma entrevista gravada, exibida nesta segunda-feira na conferência Soccerex. “Vou informar o comitê executivo. É uma questão de respeito também para dizer, em seguida, para a família do futebol: ‘Sim, eu vou estar pronto. Eu serei candidato'”.

Blatter na época de escolha do Brasil como país sede da Copa do Mundo de 2014

Blatter na época de escolha do Brasil como país sede da Copa do Mundo de 2014

Em meio a escândalos de corrupção na Fifa, Blatter havia prometido antes de sua reeleição em 2011 que seu atual mandato seria o seu último. Mas depois ele mudou a sua postura. O dirigente, que preside a Fifa desde 1998, já havia dado indicações de que voltaria a participar da eleição presidencial. E apesar dos escândalos, Blatter parece ter mantido o apoio da maior parte das federações nacionais.

“A missão nunca está acabada, e minha missão não terminou”, disse Blatter. “Eu tenho do último congresso em São Paulo, não só a impressão, mas o apoio da maioria, a grande maioria das associações nacionais pedindo: ‘Por favor, vá em frente, seja o nosso presidente também no futuro'”.

Qualquer adversário potencial deve ter trabalhado no futebol por pelo menos dois dos últimos cinco anos, e tem até o final de janeiro para reunir o apoio de, pelo menos, cinco associações nacionais. A votação secreta está prevista para 29 de maio em Zurique, e o ex-diretor de relações internacionais da Fifa Jerome Champagne foi a única outra pessoa a anunciar o desejo de disputar a eleição.

Recentemente, a Fifa esteve envolvida em escândalos de corrupção que levaram à saída de muitos ex-membros do seu comitê executivo. Além disso, a entidade deve ter um futuro turbulento, especialmente dependendo da forma como vai lidar com as escolhas da Rússia e do Catar para sediar as Copas do Mundo de 2018 e de 2022, respectivamente.

Se a primeira Copa do Mundo no Oriente Médio não for retirada do Catar, a Fifa não deve realizá-la no verão no país, como programado inicialmente. Blatter, inclusive, desistiu de ir até Manchester, onde está sendo realizada a Soccerex, para iniciar uma discussão sobre o assunto, que deve causar mudanças no calendário do futebol.

Além disso, Blatter terá o desafio de resistir aos pedidos de alguns políticos britânicos e alemães de retirar a Copa do Mundo da Rússia ou de boicotá-la como punição para a intervenção do país na Ucrânia. Mas, independentemente de como lidará com essas situações, o dirigente suíço buscará no próximo ano mais um mandato presidencial na Fifa.