Série D: ‘Alberto Ferrari’, presidente do Grêmio Barueri, pode ter bens bloqueados
De acordo com o advogado Thiago Rino, isso pode acontecer pelo fato dele não ter pago verbas rescisórias dos atletas demitidos
Os problemas envolvendo o Grêmio Barueri parecem não ter fim. Além de não conquistar a classificação à segunda fase da Série D do Campeonato Brasileiro
Barueri, SP, 17 (AFI) – Os problemas envolvendo o Grêmio Barueri parecem não ter fim. Além de não conquistar a classificação à segunda fase da Série D do Campeonato Brasileiro, o clube também vive sérios problemas fora de campo, principalmente quando o nome do presidente Alberto ‘Ferrari’ está envolvido no meio.
O presidente do clube, que na verdade se chama José Alberto Dias Jeremias e usa ‘Ferrari’ como um codinome, foi o responsável por demitir boa parte dos jogadores do clube e, além disso, deixou de pagar os salários a esses atletas, gerando greve entre eles.
Agora, para tentar fazer com que o Alberto ‘Ferrari’ cumpra com o solicitado pela lei, Thiago Rino, advogado responsável por defender os jogadores do Grêmio Barueri, pediu que os bens do presidente, assim como das empresas K2 Sports e do clube, fossem bloqueados por não pagar o valor referente às rescisões.
“Adiando que distribuímos ação na Justiça do Trabalho de Barueri pedindo bloqueio de bens dos devedores de Grêmio Barueri, K2 Sports, K2 e presidente, por não pagarem as verbas rescisórias dos atletas demitidos. Estamos fazendo nossa parte, agora cabe ao Judiciário se sensibilizar e conceder o bloqueio dos bens”, afirmou o advogado com exclusividade ao Portal Futebol Interior.
De acordo com Rino, a atitude precisou ser tomada devido à nova falcatrua realizada pelo presidente Alberto ‘Ferrari’, que deveria ter pagado os jogadores no dia da grave, 15/08, quando o Barueri enfrentou o Operário-MT pela 5ª rodada da Série D.
“O fundamento da ação deu-se pelo fato de no dia da greve (15/08), o Presidente, ao invés de pagar as obrigações assumidas, tratou de alterar o endereço da empresa e sair dos quadros sociais, colocando um “laranja” em seu lugar. Posteriormente, demitiu os grevistar sem justa causa e sem o pagamento das verbas rescisórias. Certo que um desses atletas está em recuperação de cirurgia, o que lhe garante a estabilidade, não podendo ser demitido”, enfatizou.
Agora, a expectativa de Thiago Rino é esperar para que a Justiça faça o correto e puna o presidente José Alberto Dias Jeremias, que não possui nenhuma responsabilidade para com o clube, muito menos para com os jogadores que defendem o Grêmio Barueri.
“Se a Justiça for firme e amparar os jogadores no pleito, teremos um grande avanço nas relações desportivas, garantindo eficácia aos contratos firmados e, quem sabe, inibindo aventureiros que, sem a mínima responsabilidade e movidos por atos temerosos, denigrem o esporte. Mancham a tradição do clube, desonram a cidade e trazem lágrimas à torcida”, conclui Rino.
ENTENDA O CASO
‘Alberto Ferrari’ nunca se mostrou muito confiável, mas toda a confusão começou quando o clube deixou de pagar os salários e os jogadores resolveram manifestar-se contra a situação. Diante do Operário-MT pela 5ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série D, o Barueri protagonizou o primeiro W.O. na história do futebol brasileiro.
Pouco tempo depois, escândalos envolvendo o nome de José Alberto Dias Jeremias começaram a aparecer. O mandatário também é dono da academia K2 e em 2012 abriu uma empresa com o nome de K2 Marketing Esportivo no mesmo endereço da sede do Grêmio Barueri (Avenida Copacana, 112, Barueri, SP).





































































































































