Corinthians 1 x 1 Chapecoense - Aumenta a pressão para o clássico...
Tomão segue sem vencer um time catarinense em sua nova arena neste Brasileirão
Empatar com a Chapecoense por 1 a 1 colocou o Corinthians sob pressão no clássico contra o São Paulo, neste domingo, também na Arena Corinthians
São Paulo, SP, 18 – Empatar com a Chapecoense por 1 a 1 colocou o Corinthians sob pressão no clássico contra o São Paulo, neste domingo, também na Arena Corinthians, em São Paulo. O time do técnico Mano Menezes buscou a vitória até o fim, mas correu tantos riscos no segundo tempo que poderia ter perdido o jogo, nesta quinta-feira, pela 22.ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Foi o 10.º empate do Corinthians na competição, resultado que não leva a equipe a lugar nenhum, apesar dos 37 pontos na tabela de classificação. A Chapecoense, com 24, segue em sua luta para fugir do rebaixamento em seu primeiro ano na elite nacional.
O clássico começou quando saiu a escalação. O zagueiro Anderson Martins e os meias Renato Augusto e Lodeiro ficaram no banco de reservas. Jadson, que não pode jogar contra o ex-clube, foi titular. Já o esquema de Mano Menezes usado contra a Chapecoense mostrou virtudes e defeitos.
O ponto positivo: o time se torna veloz quando ataca. Bastaram uma troca de quatro passes a partir do meio campo para que Malcom invadisse a área marcasse seu primeiro gol como profissional. O garoto de 17 anos recebeu a bola, gingou em cima do marcador e bateu de pé esquerdo. “Sempre procurei fazer igual a Robinho e Neymar, indo pra cima do lateral, do zagueiro”, disse Malcom, no intervalo.
O JOGO
O gol saiu aos 9 minutos do primeiro tempo. O Corinthians poderia ter explorado melhor a fato de ter feito 1 a 0 no início do jogo. Havia espaço de sobre para o contra-ataque. Não foi, entretanto, o que aconteceu. Malcom e Luciano também tinham funções defensivas e recuavam demais: jogavam entre a meia-lua e o meio de campo. Criou-se um buraco entre eles e Guerrero, que, isolado, passou a maior parte do tempo brigando com os zagueiros.

Em um desses lances, o peruano sofreu um pênalti – o árbitro capixaba Felipe Duarte Varejão, que invertia ou não via faltas, deixou o jogo continuar. Guerrero, aliás, joga mais quando ele tem liberdade e pode cair pela ponta.
O primeiro tempo, fora o gol, foi uma overdose de chutão para cima, até mesmo de Gil, agora de zagueiro de seleção brasileira, e divididas e mais divididas pelo alto.
BOBEIRA DE FERRUGEM
Quando a defesa do Corinthians entrou em curto-circuito, no início do segundo tempo, o jogo ganhou emoção. Ferrugem cortou o cruzamento de Fabinho Alves, mas colocou a bola contra o próprio gol: 1 a 1. Felipe, na frente de Cássio, quase entregou o ouro e a Chapecoense, por pouco, não fez o segundo.
Para tentar mudar o quadro do jogo, Mano Menezes fez alterações por atacado. Aos 22 minutos do segundo tempo, ele fez a sua terceira mudança. Bruno Henrique entrou no meio de campo e Ralf foi jogar de zagueiro. Lodeiro substituiu Jadson tentou dar mais poder de criação ao time. E Romero foi uma tentativa de dar mais poder de fogo – Luciano, que estava mal, saiu.
Só que era a Chapecoense que estava melhor no jogo. Atacava pelo lado direito, em cima de Fábio Santos, e rondava o gol de Cássio. O Corinthians vivia de escapadas eventuais do garoto Malcom.
Cássio estava batido, deitado no chão, quando Fábio Santos tirou uma bola em cima de linha a 10 minutos do final do jogo. A defesa do Corinthians estava completamente desmontada. O jogo seguiu lá e cá até o final. Mas era impossível que o time alvinegro chegasse à vitória errando passes tolos no meio de campo, algo que causa espanto em um time com bons jogadores para a posição.





































































































































