A nova ordem da FIFA pode beneficiar os clubes pequenos do Interior
Desde que as novas exigências sejam bem regulamentadas, os clubes com sedes e torcidas podem ganhar parceiros fortes e voltar a brilhar
Daqui a 3 ou 4 anos, os direitos econômicos dos jogadores não mais poderão pertencer às empresas. Essa decisão será votada entre dezembro de 2014 a março de 2015.
Daqui a 3 ou 4 anos, os direitos econômicos dos jogadores não mais poderão pertencer às empresas. Essa decisão, que será votada entre dezembro de 2014 a março de 2015, vai definir que os jogadores só poderão pertencer aos clubes. Nada de fatiá-los como é o caso de Ganso que pertence 68% à Dis e 32% ao São Paulo ou Bruno Henrique com 50% para a SM Sports, 25% para o BMG e 25% para o Corinthians.
Estudo feito pela empresa de auditoria e consultoria KPMG mostra que 90% dos jogadores do Brasileirão têm seus direitos econômicos divididos entre fundos de investimentos, familiares, empresas e investidores. É com esse fatiamento que a Fifa quer acabar. Os clubes do interior do Brasil, principalmente os de São Paulo, poderão ser beneficiados com as suas vendas para empresas.
Na Itália o Inter de Milão, a Roma e o Bolonha foram vendidos. O que funciona lá são as sociedades. Sociedade forte, clube com dinheiro e time bom, o que poderá acontecer também por aqui. Alguns clubes que já foram grandes do Interior e agora estão na quarta divisão, como Noroeste de Bauru-SP, XV de Jaú-SP e União São João de Araras-SP, têm estádios, torcidas e poderão ser beneficiados.
As empresas poderão comprá-los e colocar os seus jogadores, como já faz a Elenko com o Hortolândia e a Traffic com o Desportivo Brasil. O Tombense-MG também tem diversos jogadores emprestados para muitos clubes. O diretor do Bradesco Mário Teixeira, o Mário Ponte Preta apelido devido à paixão por este clube, está com o Osasco-SP e poderá se estender pelo Interior.
Conforme informações, o Primavera-SP está com a Magnum e da mesma forma deverá ficar o Guarani. Essa nova tendência de vendas dos times pequenos para empresas deverá se acelerar depois de sancionada a nova lei da Fifa. O futebol do interior de São Paulo voltará a ser o que era antes da Lei Pelé? De modo particular, penso que não mas aguardemos.





































































































































